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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Ex-fumante e MARATONISTA!

É com muita alegria e emoção que começo esse post comunicando que eu agora entrei para o grupo daqueles que já atravessaram a linha de chegada 42k. Eu sou uma maratonista! 

Mas ué, não era você que dizia que não tinha vontade de correr grandes distâncias? Pois é.... mas o tempo, o parar de fumar e a maturidade me ensinaram a deixar meu coração livre para decidir o que ele queria. Foi assim que, faltando 1 mês para eu completar 2 anos sem fumar, eu fiz aquilo que nunca me imaginei fazendo: corri uma maratona!

Realmente isso não estava nos meus planos, eu estava feliz correndo 21k e tentando me especializar nessa distância. Depois da Meia do Rio eu fiz mais algumas provas nessa distância e estava bastante satisfeita assim.

Foi quando em março desse ano uma amiga minha, maratonista e educadora física, começou a me pressionar para a maratona. Dispensei logo de cara, falei que ela estava louca e dei o assunto por encerrado. Alguns dias depois ela me incentivou de novo... e de novo... e de novo. 

Ela realmente insistiu nisso e, não bastando, prometeu que me treinaria para a prova. Admito que a proposta começou a ficar tentadora, mas ainda assim eu disse que não. Ela continuou insistindo e dessa vez colocou mais duas condições: ela me acompanharia nos treinos longos e correríamos juntas a prova inteira. Ela já tinha 02 maratonas no histórico e é profissional de Educação Física. Ela não estaria falando isso a toa. Pensei bem e lembrei, ainda, que a prova seria 1 mês antes de eu completar 02 anos sem fumar. Não resisti, fiz minha inscrição. 

Morrendo de medo olhei o e-mail de confirmação e pensei: sua louca, o que você tem na cabeça? Levei um tempo para me acostumar com a ideia, era estranho me ver nessa situação. Enfim, não sou o tipo de pessoa que desiste fácil. Se eu havia parado  de fumar, acreditava que era capaz de correr esse negócio. Até porque já estava inscrita, não teria volta. Vamos pra cima!

Fiz algumas (várias) adaptações na minha rotina e entrei em um ritmo bem pesado de treinos. Respeitei a risca o planejamento que me foi passado, a ponto de me ver no meio de uma viagem pela Itália, cumprindo o cronograma e entregando as distâncias solicitadas. 

Viver em uma rotina pesada de treinos foi maravilhoso e cresci muito com isso - mental e fisicamente. Passei a me conhecer muito melhor, respeitar meus limites e a comemorar cada pequena vitória, cada pequena conquista - essa última parte admito que aprendi quando parei de fumar!

O grande dia chegou!


Eis que chegou o dia 29 de julho! Largada no Pacaembu com 42k por São Paulo encerrando o percurso no Jockey. Lá fui eu! 

A largada foi no mesmo local onde larguei nas minha primeiras corridas - a primeira como fumante, em 2013, e a primeira como ex-fumante, em 2016. Meus olhos marejaram e foi difícil conter a emoção. O restante do percurso foi uma combinação de várias provas que já fiz pela cidade e um verdadeiro filme passou pela minha cabeça. Foi emoção do começo ao fim. A cada passo, a cada km, eu só conseguia me sentir a pessoa mais feliz do mundo! 

Ao longo do percurso meu irmão, meu marido e alguns amigos me encontraram para torcer e correr junto. Não foi planejado, o que deixou a situação ainda mais especial. Cruzei a linha de chegada de mãos dadas com a minha amiga e treinadora, idealizadora dessa loucura. Junto conosco nessa reta final juntaram-se a nós meu marido, um amigo e uma amiga: os três torcendo, gritando e "nos empurrando". Momento mais lindo de se viver!

Não bastava toda a emoção da linha de chegada ouvi um "Carooool" naquele timbre e tom de voz que só uma filha sabe reconhecer. O meu pai! Ele estava lá! Lembram que só vi ele chorando duas vezes na vida (quando minha mãe morreu e quando eu contei que tinha parado de fumar?) Pois então, essa foi a terceira. Nos abraçamos e choramos muito. MUITO!

Eu ainda não consegui absorver tudo que aconteceu comigo naquele domingo da maratona. Esperei alguns dias para fazer o post, mas percebi que se eu realmente for esperar eu me acalmar, talvez leve meses, ou anos, ou ainda não chegue nunca o dia que esse sentimento acalme em mim.

Foram 4h15min de pura emoção e carrego comigo um sentimento enorme de gratidão e alegria. Nunca saberei agradecer o suficiente a minha amiga, pela insistência e dedicação; a todo mundo que me acompanhou, incentivou e principalmente a Deus por me permitir viver tudo isso.

Eu consegui! Os 42km são meeeuuuss!!

A corrida de rua foi uma grande aliada para mim nessa luta contra o vício e posso falar com bastante propriedade que ela me ensinou muita coisa, sobretudo a me conhecer, me amar e me respeitar.

Quantas voltas a vida dá! Quando lembro que por um tempo parei de correr, porque entre a corrida e o cigarro o vício falou mais alto... quem diria. Que bom que me dei conta logo da besteira que estava fazendo e virei o jogo!

Espero encontrar algum outro ex-fumante pelas corridas por aí. Seja nos 5k, 10k, 21k ou até mesmo na linha de chegada de alguma maratona, por que não? 

Eu lutei contra uma dependência química, então 42k eu pude com você também. Nunca duvide da força de um ex-fumante! Meu coração que  ficou tão apertado e triste na época da abstinência hoje bate feliz e carrega com ele uma medalha de maratona.

Um grande abraço a todos e até a próxima!

Carol - Ex-fumante e MARATONISTA!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

A caverna de todos nós - Jairo Marques

Minha manhã de hoje começou com a leitura desse texto lindo do Jairo Marques. ❤
Além de me emocionar por toda a história dos meninos na caverna, achei de uma relação muito, mas muito próxima mesmo com o processo que enfrentei ao parar de fumar. Resolvi dividir a leitura aqui com vocês.
Obrigada por serem meus socorristas! Esse blog, a corrida e todos que me apoiaram foram fundamentais para o meu resgate. Pode ter levado 01 ano, mas era o tempo que eu precisava.
Espero que todos estejam prontos para serem resgatados de suas cavernas também.
Estarei na torcida sempre.
Com carinho a todos os guerreiros e guerreiras,
Carol


A caverna de todos nós - Por Jairo Marques
Um pouco de cada ser vivente neste planeta estava soterrado com aqueles meninos esquálidos no fundo de uma caverna na Tailândia aguardando por uma luz, por socorro, por esperança de continuarem suas jornadas. Lamentável serem tantas as angústias, os clamores por novas vidas e tão poucos os esforços por resgastes no dia a dia.
Desde menino, me chamam de “guerreiro” ou diziam que eu tinha de ser um para conseguir suportar carregar o peso e as consequências de uma deficiência severa. Demorei muitos anos para entender a razão do rótulo, que me impunha sempre a necessidade de rugir firmemente, de ser bravo, de ser destemido diante às adversidades que parecem não ter fim.
Hoje o conceito me é mais claro. Chamar o outro de guerreiro é uma maneira de alertá-lo de que na selva ou na caverna, muitas vezes, a vontade de continuar enfrentando o medo, de seguir pelejando para se manter íntegro é um processo solitário, de enfrentamento de medos, de dores físicas, mentais e sentimentais.
O que pouco se considera nos guerreiros é que a cada frente de batalha, novos arranhões e feridas se formam, mais vulnerável se fica, menos rugidos sobram.
Por mais fortes e resistentes que fossem os 12 meninos – e, evidentemente, também o treinador –, foram os incansáveis mergulhadores, socorristas, voluntários, rezadores e xamãs que deram a eles, em momentos distintos, o fiar das garras para acreditarem que se salvariam.
Na caverna de cada um, o processo é semelhante. Há momentos diversos em que apenas a dedicação própria é inócua para voltar à superfície, que é fundamental que alguém, do lado de fora, dedique algo a mais que desejos de boa luta, de boa sorte.
Na minha trajetória de “guerreiro”, a carapaça de resistência servia mais para me fazer sentir dificuldades de compartilhar minhas angústias, minhas fraquezas –e me tornar tremendamente arisco–, do que para me tornar alguém firme, inume a qualquer sofrimento.
Quando o padecer de alguém se torna processo além do indivíduo, mais rápido se atinge um ponto de equilíbrio, retoma-se energia, mais lenta avança a desilusão.
Quando se sabe que alguém está empenhando em arrumar uma corda longa para resgatar um aflito de um buraco, algo na natureza humana faz a gente não se esvair em choro e fim.
E sempre, sempre há algo a ser feito para quem está enfurnado em uma caverna, mesmo se ela estiver parcialmente alagada, mesmo se ela for lúgubre, estreita, desconhecida.
Os técnicos mais graduados envolvidos na recuperação dos garotos, objetivamente, diziam ser muito difícil que tão pequenos seres fossem capazes, em tão curto espaço de tempo, de aprender mergulho, de controlar suas aflições e de adquirir o conhecimento necessário para sair daquela situação.
Junte-se a isso as tempestades que desabavam na região, a anêmica condição física do grupo e a dificuldade de levar recursos para as proximidades do ponto de contato. Mas do lado de fora, havia muito mais que pensamento positivo, gritos de “vocês são guerreiros”.
Havia vontade e ação para que tudo se resolvesse, para que a luz não se apagasse para eles e para cada um de nós. Sem nenhuma dúvida, é necessário mais gente explorando cavernas e mais gente acreditando que há chances de ser resgatado.
(Fonte: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2018/07/11/a-caverna-de-todos-nos/)

terça-feira, 19 de junho de 2018

Primeira viagem da ex-fumante sozinha!

Em maio tive que fazer as malas e partir em viagem por uns dias. Já viajei sozinha muitas vezes. MUITAS VEZES. Portanto, nenhuma novidade com o fato de não ter companhia. Só que essa foi minha primeira como ex-fumante.

Faz 1 ano e 10 meses que abandonei o vício (Yeah!) e posso falar com certa segurança que estou muito adaptada à minha nova condição. Falei isso aqui já várias vezes, acredito que ficou bem claro (e repetitivo!). Também já viajei algumas vezes como ex-fumante e passou a euforia dos "primeiros-tudo" (primeiro voo sem fumar, primeiro hotel, primeiro desembarque sem cigarro, etc, etc). Essa foi a vez da primeira viagem modo solo.

Viajar a primeira vez como ex-fumante me fez enxergar a minha situação com um outro olhar. Eu realmente senti que eu estava verdadeiramente só. Porque todo o tempo, no passado, eu sempre estava acompanhada. Do cigarro! Quem foi fumante sabe bem o quanto ele nos dá a sensação de companhia, não é mesmo?

Logo que cheguei no destino, na primeira noite, percebi que uma vez tendo feito tudo que era para fazer no dia, antigamente eu passaria o restante do tempo fumando. Há tempos o assunto do cigarro não me vinha na cabeça como foi nesse dia. Não foi nada assustador, nada disso, apenas curioso.

Dessa vez eu vivi a experiência de estar na minha própria companhia e nada mais. Não a toa eu digo que parar de fumar é um dos experimentos mais intensos de autoconhecimento. 

Nessa viagem, como não havia mais pequenos momentos ociosos para ficar fumando, notei o quanto eu aproveitei ao máximo cada segundo. As minhas horas vagas não foram ocupadas por fumaça, mas sim por uma atividade atrás da outra e, o melhor, foco total no que eu estava fazendo. Porque a minha versão fumante passava sim, uns 50% do tempo fazendo a atividade e o restante dele localizando fumódromos ou pensando nesse assunto. O próprio fato do meu apartamento ser não fumante com certeza ia dar um stress na viagem. 

Admito que por alguns instantes eu temi a respeito dessa experiência, antes de embarcar eu ficava imaginando como eu reagiria longe de todos, completamente sozinha. Se eu fumasse ninguém ia ficar sabendo, não é mesmo? Mas o desafio aqui não é com terceiros... é comigo mesma e eu não fumei porque eu não quis. Simples e incrível assim.

Fumar não faz mais parte de mim. Que alegria! Mais um capítulo vencido nessa batalha pessoal!

Adeus cigarro!

sábado, 21 de abril de 2018

600 dias!

Então o aplicativo do celular apita e informa: Parabéns, 600 dias sem fumar!



Olhei para aquilo com um ar um pouco assustada, um tanto feliz e paralisada sem saber exatamente o que fazer com essa informação. Passado o choque, vem a alegria e emoção. Seiscentos dias... caramba... eu consegui mesmo

Foi um longo caminho, uma dificílima batalha e mesmo depois de todo esse tempo eu ainda tenho bem firme dentro de mim que para sempre terei que tomar cuidado com esse assunto. Qualquer deslize, qualquer trago inocente para fazer um teste (se é que isso existe!), qualquer bobagem ou excesso de confiança poderá despertar um vício adormecido dentro de mim e eu não quero saber qual vai ser a reação dele e minha se ele acordar. Deixa ele lá quieto e eu sigo aqui minha nova vida feliz!

Com o passar de todo esse tempo também mudou muito a minha forma a olhar a minha antiga relação com o vício. Como ele me enganava, me dominava... se eu já achava assustador na época, hoje olho e fico apavorada em pensar o quanto o cigarro me manipulava. Não me culpo, não tenho raiva, nada disso... vamos levar tudo como um grande aprendizado. Melhor assim.

Fico também admirada por ter resistido a toda e qualquer recaída. Falei por aqui outras vezes, sou dura na queda, usei minha teimosia e orgulho a meu favor. Usei e abusei do "Não é não, doa o que doer". Sou dura demais comigo e por mais que em diversas vezes isso seja ruim, no objetivo de parar de fumar isso teve um resultado positivo.

Devo ter falado aqui outras vezes, mas não custa repetir: que bom que eu tomei essa decisão! Que bom que insisti nisso! É uma vida completamente nova, cheia de descobertas e repleta de saúde, claro!

Boa sorte a todos que estão na batalha, sigam firmes! Aos que estão tomando coragem, encarem o medo e o desafio, vai valer muito a pena! Torço por todos, sempre!

Agora vou lá comemorar meus 600 dias, yeah! 😎

Até a próxima pessoal, vamos que vamos!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Esquecendo que fui fumante um dia...



Dia desses me dei conta de que eu tenho esquecido de como era ser fumante. Que loucura!

Natural que com o passar do tempo a nossa memória faça um processo seletivo natural de "coisas importantes vs coisas inúteis" e faça uma limpeza no nosso HD interno. Só que o cigarro era algo tão presente e, achava eu, tão importante na minha vida que é um susto perceber que meu passado fumante está sendo deletado da minha memória assim tão rápido.

Eu quase não lembro de como era a minha vida com o cigarro e para um susto maior ainda: eu muitas vezes esqueço que fui fumante um dia!

Claro, tem o blog, as redes sociais do blog, o assunto também é muitas vezes presente na minha roda de amigos e tudo mais, mas o que digo é que no dia-a-dia, na minha boa e velha rotina, o cigarro e tudo que me remetia a ele não vem mais me perturbar.

Por muito tempo eu observava as coisas e fazia muito o comparativo da minha versão tabagista vs versão 2016 smoke free. De repente tudo isso foi embora. Puft, sumiu!

Até mesmo no carro... ah, que verdadeiro perrengue foi o desafio de dirigir sem fumar. Passado o baque veio o desespero de sentir o cheiro do cigarro lá dentro por meses e meses e meses. Escrevi tanto sobre isso aqui no blog. Um belo dia também, puft, desapareceram o cheiro e as lembranças!

Eu gostava tanto de fumar, era um imenso prazer dividir o meu tempo com o cigarro e eu nunca, nunca, nunca pensei que um dia ele não estaria mais presente nos meus pensamentos. Imaginei que viveria uma espécie de saudosismo velado ou algo do tipo. Por isso que toda essa nova situação para mim é uma grata surpresa. O fantasma do vício não vem mais me visitar há bastante tempo, a ponto de me fazer esquecer que ele existiu um dia!

É... eu parei de fumar e as conquistas se superam cada vez mais! Se antes eu dizia "não acredito que estou conseguindo" hoje essa frase tem se transformado em um espantoso "Não acredito que fui tabagista um dia.". Pasmem!

Feliz dia que eu tomei a decisão que mudaria tanto a minha vida. Que bom que eu insisti, que bom que eu segurei firme e acreditei que poderia vencer esse monstro do vício. Viva a vida! Sobretudo, VIVA A VIDA SEM FUMAÇA!

E vamos em frente!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Adeus ao último maço!

Olá lá ele! Adeuuss!

Um ano, quatro meses e quinze dias. Foi esse o intervalo de tempo entre o dia em que parei de fumar e o dia em que joguei fora o último maço de cigarros. Eu-sou-estranha!

Não é nenhuma novidade no blog, já falei diversas vezes que sou da espécie estranha que manteve o inimigo bem próximo durante todo esse tempo. Sim, recomenda-se jogar fora tudo que remete ao cigarro, inclusive ele mesmo, mas eu não consegui fazer isso logo de cara. 

Ao longo do tempo e através de muita conversa com os ex-fumantes, percebi que não sou a única, não fui a primeira e certamente não serei a última a guardar o cigarro mesmo quando não deveria. Também descobrimos nessas conversas algo em comum conosco na hora de jogar o último maço no lixo: insegurança! 

Eu era da fumante que tinha verdadeiro pânico em ficar sem cigarro. Eu sempre, sempre, sempre tinha cigarros extras em uma boa margem de segurança para ter certeza que não me faltaria fumo em nenhum momento. Por isso a ideia de jogar o maço fora e ficar totalmente desabastecida me pareceu bastante assustadora. Terrivelmente aterrorizante!

Além disso, admito que bateu o medo de não conseguir ficar sem fumar, da abstinência ser mais forte do que eu e qualquer outra situação desesperadora em que só um cigarro me salvaria. Seria mais fácil se ele estivesse lá! Já falei por aqui, em todos os anos como tabagista eu nunca tinha ficado um dia sequer sem fumar... era tudo muito novo e assustador para mim, então resolvi arriscar e guarda-lo dentro de casa.

No fundo essa bizarrice me ajudou, pois me deu mais segurança - mesmo sabendo o enorme risco que eu corria com o cigarro a tão fácil alcance. Cada louco na sua bizarrice, a minha foi essa!

Há exatos 15 dias eu mudei de casa e enquanto empacotava a minha mudança olhei para o maço de cigarros lá parado há mais de um ano. Cogitei leva-lo comigo, mas parecia tão sem sentido. Enquanto pensava no que fazer o conselho chegou via Instagram "Não leve a energia disso pra sua nova casa!". Empurrãozinho final dado, adeus cigarro! Fiz até um videozinho comemorativo! 

13 de janeiro de 2017, o dia em que me libertei de vez! Freedom!

Até a próxima pessoal! EU PAREI DE FUMAR, YEAAH!!




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

500 dias!

Hoje acordei com uma notícia muito feliz que o QuitNow! me deu: estou 500 dias sem fumar!



Incrível! As vezes nem eu acredito que consegui parar de fumar. Parecia tão impossível e tão sofrido... e aqui estou! Mais surreal de tudo: parei de primeira!

Estou muito feliz por ter chegado até aqui. Sei que tem mais, muito mais por vir, oh yeah, mas vamos curtir um dia de cada vez e comemorar toda e cada conquista!

Feliz 500 dias para mim!

Adeus cigarro, Olá Vida! É festa!!! 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Feliz ano novo!



2017 foi o primeiro ano, em muito, mas muito tempo mesmo,  que passei os 365 dias inteirinhos sem fumar. A última vez que atingi essa marca eu deveria ter uns 14 anos... ou seja, além de quase duas décadas sem esse feito, foi a primeira vez na vida adulta que fiz isso! Vejam só, novos recordes!

Chegará o dia em que eu olharei tudo isso por um outro ângulo, aquele do "nossa, que bizarro, eu fui fumante um dia!", vamos acompanhar.

Tenho recebido muita mensagem do pessoal que iniciou a resolução de ano novo e parou de fumar na virada, ou então decidiram que 2018 é o ano decisivo e estão naquele momento de tomar coragem para o grande dia.

Fico feliz quando leio os comentários e os relatos. Estou alguns meses na frente, mas acredito que nunca vou esquecer como foi esse processo para mim, por isso me emociono quando leio os relatos alheios. Sei como o começo é difícil, lembro direitinho os receios, angústias e toda a confusão interna que o parar de fumar pode causar. Desejo a todos vocês força! Aguentem firme! Resistam! Acreditem em mim, esse início horroroso vai passar e as recompensas da vida sem fumo são tantas e tão gostosas de se sentir!

Já disse inúmeras vezes que eu não sou e nem pretendo me tornar a ex-fumante chata que tenta convencer o mundo a parar de fumar, mas por outro lado fico tão feliz quando vejo alguém tomar essa decisão. A vida muda para muito melhor sem o cigarro e por isso comemoro! Eu gosto de ver a felicidade alheia, por mais síndrome de Pollyana que isso possa ser.

Sejam bem vindos ao mundo dos cheirosos, força nessa luta pessoal!

Um feliz 2018 para os atuais e futuros ex-fumantes e para os nunca fumantes também, que sei que acompanham esse blog!

Vamos que vamos! Até a próxima pessoal!