domingo, 13 de novembro de 2016

A minha varanda


Domingo já é um dia de preguiça, hoje além de tudo está chovendo desde cedo e a vontade é de sentar em um sofá e ficar pensando na vida. É isso mesmo que estou fazendo há algumas horas acompanhada de um café quentinho na varanda do meu apartamento.

No celular uma mensagem me chama e começo o papo no grupo de ex-fumantes. A conversa toma um rumo e logo vemos que somos vários ex-fumantes no grupo, sentados na varanda e cada um tinha uma relação especial com esse ambiente da casa na época da fumaça.

Minha varanda é o lugar dos meus pequenos prazeres da vida: ouvir música, ler o jornal, tomar café, cuidar das plantas, verificar a pequena adega e, até dois meses e meio atrás, fumar um cigarro. Tudo em um pequeno espaço de poucos metros encravado no centro da cidade.

Eu ainda não superei 100% não poder mais fumar aqui, mas pelo visto os meus móveis, minhas plantas e, acima de tudo, meus cachorros já se adaptaram completamente no ambiente sem fumaça. Todos parecem mais felizes, isso me fortalece, pois essa nova realidade é minha também e logo ficarei bem!

No meio dessa turbulência de pensamentos eu me dei conta de uma coisa: a janela da varanda sempre ficava aberta, pelo menos uma! Eu sempre mantinha certa ventilação para o cheiro do cigarro não ficar muito forte, mas com isso eu sempre passei frio por aqui nos dias de inverno e nos dias de chuva também sempre entrava água. Poderia ser uma tempestade ou o frio de rachar, mas fechar totalmente a varanda significava manter o fedor de cigarro pra dentro da casa, então fechar o vidro estava sempre fora de cogitação.

Hoje está chovendo e pela primeira vez todas as janelas ficarão totalmente fechadas. Fedor de cigarro e água pra fora, cachorros e plantas pra dentro. Realmente, estou no começo de uma nova vida!

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