quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Mãe, 09 anos sem você!


Foi em um 16 de agosto que minha mãe faleceu... e lá se vão 09 anos desde então! Já falei aqui em outro post, ela teve câncer no pulmão e era tabagista, muito embora tivesse parado de fumar antes de saber do tumor. 

Há um intervalo de duas semans entre o dia de hoje e a minha data em que parei de fumar. Agora um pequeno segredo: eu ia parar de fumar no dia 16 de agosto do ano passado, o mesmo dia que marca o falecimento da minha mãe!

Estava decidida, não sabia como ia fazer, mas não ia conseguir passar por essa data mais um ano como tabagista. De jeito nenhum! Conforme a data se aproximou eu fui ficando cada vez mais assustada e quando o dia chegou eu fiquei com medo e desisti. Ao mesmo tempo eu passei o dia todo com peso na consciência. Todo ano eu ficava, mas no ano passado foi diferente, talvez por ter sido a primeira vez em que a vontade de parar de fumar realmente falou mais alto. 

Apesar de ter fugido da data, não desisti da ideia. Decidi me dar mais 15 dias para me organizar melhor, procurar um método que me ajudasse, conversar com minha médica, meu marido... e o resto da história... bom,esse blog conta com mais detalhes!

No fundo eu acho que foi melhor assim. Cada data uma história e uma memória. Além disso o meu atraso de 15 dias me fez parar de fumar no Dia Nacional de Combate ao Fumo. Eu fui descobrir isso só depois... certeza que tem um dedinho da minha mãe aí!

Hoje faz 09 anos em que eu vi minha mãe partir e sofri muito! Vi com meus próprios olhos o resultado de uma doença causada pelo cigarro e senti na pele a dor dos que ficam, dos familiares que olham uns para os outros com cara de perdidos e perdidos ficam por anos e anos e anos. Nunca entenderei como o meu vício conseguiu ser mais forte do que as cenas hororosas que vi da doença que minha mãe enfrentou.

Em uma das últimas conversas que tivemos ela me disse: "Filha, se tudo isso que eu passei servir para fazer uma única pessoa parar de fumar, já valeu a pena!" em uma referência direta (e chocante) a mim. Foi horroroso ouvir isso dela, acima de tudo no hospital. Nunca mais tivemos tempo de conversar a respeito... é incrível a velocidade de um tumor.

Então hoje em sua memória  levarei para frente os seus mesmos dizeres mãe, apenas em um outro contexto: Se esse blog servir para alguém conseguir parar de fumar, já valeu a pena ter me exposto assim e ter exposto a nossa história. Desafio lançado, agora é com vocês leitores!


Saudades para sempre mãe! 💕

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sobre dormir e acordar descansada!



Foram muitas as mudanças que tive desde que parei de fumar e hoje vou falar um pouquinho do que senti com relação ao sono e disposição física. Já falei sobre isso em outro post, mas vou deixar registrado também como tem sido agora, 11 meses depois!

Já há algum tempo percebo que eu consigo dormir e realmente descansar. Aquele sono de repor as energias mesmo, sabe? Eu me lembro que nos tempos de tabagismo eu vivia cansada, sentia que passava o dia me arrastando e para piorar, quando chegava a noite eu deitava não conseguia dormir! Não bastando, eu acordava cansada e assim os dias e noites passavam em uma cadência horrorosa de cansaço e noites mal dormidas.

Sem fumar tudo isso foi mudando. No primeiro e segundo mês ficava um pouco desregulado, dormia até demais da conta. Depois parece que tudo entrou nos eixos. Consigo deitar na cama, esperar um pouco e dormir, o que pra mim tem sido uma novidade realmente muito agradável. Com isso acordo bem mais disposta, o que reflete também no meu humor matinal! Também passo o dia com muito mais energia do que antes, o que é muito novo para mim e é algo que tenho gostado muito!

Sempre tive dificuldade para acordar cedo e embora eu admita que ainda não seja a melhor pessoa para isso, depois que parei de fumar eu consigo levantar bem mais cedo do que eu tinha costume. Para o meu choque: muitas vezes por vontade própria!

Foram anos e anos levantando quase ao meio-dia nos finais de semana e ainda assim sentindo que eu poderia passar mais um tempão deitada, por cansaço mesmo. Acabava levantando por uma única preocupação: "se eu enrolar mais na cama a noite não consigo dormir". Quando eu finalmente levantava eu fazia o que? Fumava um (vários) cigarro (que até hoje admito que era o melhor do dia hehe) e me entupia de café, tentando estimular um corpo que mal havia descansado.

Atualmente o pensamento na hora de dormir é "vou acordar cedo e aproveitar o dia" e para o meu espanto faço isso feliz e de livre e espontânea vontade (estou p-a-s-s-a-d-a com a minha versão matinal!). Acordar com calma e me preparar para um novo dia com tranquilidade é algo muito bom. Percebo que como consequência eu tomo até bem menos café! Nem só pelo fato de não fumar, mas também porque meu corpo está carregado de energia, não preciso mais me estimular tanto!

Eu também sempre tive bruxismo, passava a noite rangendo os dentes e já inclusive trinquei um enquanto dormia, assim como quebrei alguns aparelhos de dente por conta disso. A minha versão smoke free me fez até dispensar o uso da placa que eu usava para não bater os dentes e nunca mais acordei com nenhuma dor relacionada a isso. Até disso tive liberdade!

Quando tomei a decisão de parar de fumar eu imaginava que teria inúmeras alterações em mim, mas são casos como esse que me fazem pensar no grau de influência em minha saúde que o cigarro tinha. Nem dormir mais me fazia bem e eu nunca tinha parado para pensar na relação entre as duas coisas! Chego a ficar assustada com essas constatações! Numa boa? Isso pra mim não era um jeito bom de se viver, principalmente agora que experiencio o outro lado da coisa.

Por essas e outras que eu prefiro a minha versão sem tabaco. Uma versão mais leve, mais tranquila e muito mais feliz! Fumar de novo aliviaria a minha abstinência, não tenho dúvidas, mas me traria de voltas noites mal dormidas, olheiras, cara de cansaço e um caminhão de coisas que eu nunca havia reparado que me matavam sim aos poucos! Eu não quero isso pra mim!

Viva a vida sem fumaça!
Até a próxima pessoal!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Sobre recaídas



Ao longo do meu projeto parar de fumar foram diversos os momentos em que no meio do caminho alguém tropeçou. Desde um único cigarrinho "inocente" (nunca é!) até aqueles que recaíram de vez e voltaram a fumar. Regra geral, recaídas me reforçam a ideia de qualquer único trago pode levar todo o sacrifício por água abaixo.

Pelo que tenho me informado por aí é muito mais comum recair do que se imagina. Todos nós ex-fumantes estamos sujeitos a isso e sabemos disso. É preciso ter cuidado constante!

Eu fico triste quando recebo a notícia de alguém que recaiu e geralmente a pessoa não fica muito feliz com o acontecimento também. Por outro lado, dos casos que acompanhei também notei que todos fizeram uma nova tentativa algum tempo depois.

Como nós no processo de parar de fumar dizemos uns aos outros "Aprenda com o que te fez cair e vamos tentar mais uma vez"! Uma nova tentativa é sempre válida, seja ela a segunda, terceira, quarta...não importa se não deu certo de primeira, o que não pode é desistir de vez. Somos capazes, temos que lembrar sempre disso!

Um pensamento que me ajudou a segurar firme foi o de "Se eu recair vou ter que passar por isso tudo de novo na próxima vez" e eu sofri muito no começo e me lembro muito bem disso. Essa frase me ajudou demais, toda vez em que a ideia de fumar um cigarro vinha me visitar eu lembrava da angústia das primeiras semanas, então ficava mais fácil dizer "Não".

Estou perto do 01 ano sem fumar e fico feliz de ter chegado até aqui invicta!  Agora o pensamento da vez é "Recair vai me levar de volta à vida antiga" e a vontade que eu tenho de ser tabagista mais uma vez? Zero!

É isso aí, vida que segue! Vamos em frente, mas sempre com cautela! Até a próxima pessoal!
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