quinta-feira, 29 de junho de 2017

10 meses!



Hoje completo 10 meses sem fumar! Inacreditável! Que alegria!

O pior já foi, há muito tempo que se foi, mas eu não me considero ainda uma ex-fumante. Sou bastante cautelosa com isso, nunca se sabe o que esse vício pode estar planejando contra mim. Estabeleci que só a partir dos 12 meses vou me declarar totalmente ex-fumante, por enquanto digo que estou no meio do meu Projeto Parar de Fumar!

De qualquer forma, me sinto segura em dizer que já tenho uma rotina muito mais ligada ao mundo sem fumaça do que antigamente. O olhar de fumante em algumas situações ainda permanece, mas o processo todo está muito recente para eu exigir uma vida 100% nova, não é mesmo? Ainda chego lá, tenho certeza, mas vamos aos poucos, um passo de cada vez sem correr o risco de eu me perder!

O contador do QuitNow! aponta que eu deixei de fumar quase 5.000 cigarros e economizei quase R$ 2.000,00 nesse tempo todo. Esses números impressionam bastante! Fico imaginando essa quantidade de bitucas todas juntas e... uau... é cigarro, hein? Haja pulmão! E olha que quando parei eu já não fumava tanto quanto em outros tempos.

Sigo aqui firme, confiante e cada vez mais feliz com esse feito! Reforçando o que eu sempre digo: eu achava que nunca mais teria felicidade na vida sem o cigarro... muito pelo contrário, é vida que segue de forma muito mais leve e feliz!

Rumo ao primeiro ano - está chegando!!

terça-feira, 27 de junho de 2017

O anticoncepcional e o cigarro!



Eu sempre digo que não foi um único motivo que me levou a parar de fumar, mas sim a somatória de diversos fatores. Um deles foi o problema no uso de pílula anticoncepcional e hoje falarei sobre isso. (Em nota, me sinto a menina do "13 reasons why"... hahaha... "pílula, hoje é a sua fita").

Desde a primeira vez em que procurei minha médica para pedir um anticoncepcional ela foi muito enfática dos perigos da combinação pílula+cigarro. Ela sempre me dizia que era uma espécie de roleta russa e ela tinha muito, mas muito receio mesmo do que isso poderia resultar. Eu prometia que estava em busca de uma maneira de parar de fumar, que ela poderia confiar, mas na verdade aquele tempo todo eu nunca fiz algo concreto para abandonar o vício. Achava que poderia ser exagero da parte dela, mas no fundo eu via que a preocupação era verdadeira. De qualquer forma insisti e contra tudo e todos passei a tomar a pílula anticoncepcional.

Alguns anos depois uma menina que trabalhava junto com o meu namorado (hoje meu marido) teve um AVC. Ela tinha uns 30 e poucos anos e o caso dela deixou todo mundo bastante assustado e comovido. Não conhecíamos muitos casos de derrame em pessoas tão novas. Logo soubemos o que eu imaginava que seria: aquele AVC era o resultado do uso de anticoncepcional e cigarro.

Eu já deveria estar com a pílula por uns 3 ou 4 anos e fiquei com medo. Somando isso com vários outros fatores conversei novamente com a minha médica e optamos por mudar o meu método anticoncepcional. Por ser tabagista eu não tinha lá muitas opções, mas decidimos pelo DIU. Ele teria a validade de 05 anos e no dia em que coloquei ele fiz uma promessa que ficou no ar: "o dia que eu tirar ele eu paro de fumar".

Alguns meses depois que deixei a pílula uma prima minha me procurou. Ela também era tabagista e estava muito triste. Uma conhecida dela de 20 e poucos anos teve um derrame resultante da combinação de cigarro e pílula. Nesse caso então o AVC foi gravíssimo e a menina nunca mais se recuperou. Minha prima estava apavorada e comentei com ela que eu tinha decidido trocar de método justamente pelo medo (fumante é tão cara de pau que ao invés de abandonar o cigarro e continuar a vida, não, procura um caminho totalmente alternativo para não ter que deixar de fumar!)

O tempo passou e em agosto de 2016 lá estava eu e minha médica no consultório de novo. Era a hora de tirar o DIU. Eu ainda não pretendia engravidar, mas colocar um novo DIU e tirar antes de 5 anos não me parecia a melhor opção. Minha ginecologista deixou bem claro nessa consulta que ela não ia me dar a opção da pílula de novo. Começamos a pensar em ouras alternativas e eu mesma pensei "Porra! Olha a confusão, a dificuldade, os riscos... não é mais fácil eu parar de fumar?". Além disso eu havia deixado no ar uma promessa de parar de fumar quando o DIU fosse embora.

Foi nesse dia que anunciei, pela primeira vez, que eu ia tentar parar de fumar. Eu falei com tanta convicção e foi tão sincero que notei pelo olhar da minha médica que ela sabia que não era mais uma das promessas em vão. Eu falava sério - seríssimo. Essa consulta foi dia 20 de agosto de 2016 e alguns dias depois eu parei de fumar. Quando voltei ao consultório em setembro foi um festerê comemorativo. Eu havia conseguido! (tem até post dessa data aqui, só não quis entrar em tantos detalhes na época)

Eu sempre achava que era exagero da minha ginecologista, mas a combinação cigarro e pílula é perigosíssima. Eu não me arriscaria de novo e fico realmente muito preocupada quando alguma tabagista me conta que usa essa forma de anticoncepcional. É a tal da roleta russa que minha médica dizia e eu tinha tanto medo de ter um problema resultante da combinação disso que achei mais fácil parar de fumar.

Quando eu digo que foi uma combinação de fatores que me fez decidir largar o cigarro de vez, o caso do anticoncepcional foi uma delas e podem ter certeza que pesou muito na minha decisão. Fica aqui a minha história e o meu alerta.

Até a próxima pessoal!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Saudades! Será essa a palavra?



Dia desses eu estava com um acúmulo tão grande de atividades que pensei comigo mesma: "Queria ter um cigarro agora, só para largar tudo o que eu estou fazendo e me dar 5 minutos sem pensar em nada".

Na sequência fiquei com peso na consciência por ter pensado assim, mas no fundo eu sabia que era verdade. Não encontrei ainda um substituto que me permita largar tudo que estou fazendo e abstrair completamente os meus pensamentos por alguns minutos. A pausa do cigarro era como entrar em uma realidade paralela e depois voltar. Por outro lado eu sei que se tivesse um cigarro disponível eu não iria fumar. A vontade não é da química, eu não fumaria e não tenho vontade nenhuma do gosto daquilo. O que eu queria era a pausa, somente isso.

Conversei com outros ex-fumantes e encontrei a definição que melhor pode descrever isso: Saudades!

Tudo se confirmou quando na semana seguinte fui viajar. No hotel não pude deixar de notar que na varanda do meu quarto era permitido fumar e que na época do tabagismo eu ia achar incrível ter a permissão de fumar tão perto do quarto e, mais ainda, com aquela vista linda. Ao longo do passeio também percebi que todos os outros hotéis ofereciam varandas com cadeiras e cinzeiros e não pude deixar em pensar na sorte dos tabagistas em não ter que passar por um perrengue para fumar no hotel.

De novo, horrível isso. Ainda observo, mesmo que não na mesma frequência de antes, onde vende cigarro, onde pode fumar... afinal de contas, passei 14 anos da minha vida fazendo isso, meu olhar ainda se volta a esses pequenos detalhes.

Eu observava isso (está vendo o cinzeirinho ali?)...

... enquanto caminhava nisso! Loucura!

Ainda sobre a viagem, assim que retornamos à São Paulo, muitas e muitas horas de voo depois, logo que saí do aeroporto olhei para a área de fumantes e também me passou pela cabeça como era um sentimento incrível poder aliviar o vício depois de tantas horas de abstinência. O voo era sofrido, mas o cigarro na calçada do aeroporto era tão compensador, dava uma sensação maravilhosa.

De novo: saudades! De novo: peso na consciência por ter esse tipo de pensamento!

Esse sentimento é completamente diferente da fissura. Fissuras são péssimas, angustiantes, sofridas. Esse saudosismo não, trata-se apenas de uma coisa hipotética (seria, gostaria, adoraria, ia, ia, ia...), mas depois me volto ao que estou fazendo e vida que segue. Sem dor, sem tristeza, somente uma pontinha de remorso por pensar no fedidão de um jeito nostálgico.

Acabo por achar tudo isso muito maluco, pois é confuso ter saudades de uma coisa que não me agrada mais, que não quero para mim e que, mais ainda, só me traria tristeza e frustração se acontecesse. Além disso, minha vida melhorou e eu sei disso, porque eu sinto isso de diversas formas, então não faz sentido nenhum ter saudades. Tragam a camisa de força. Já!

O vício é uma coisa tão maluca que ele mesmo faz a gente esquecer o lado ruim da história - que digamos, era 99,9%. Ele nos faz lembrar somente dos momentos de prazer (se é que podemos dizer assim, pois quando parei de fumar percebi que esse momento de prazer era uma pura ilusão). Enfim, no aguardo da camisa de força hehehe

Como eu disse, foram muitos anos doutrinando meu olhar para o mundo dos fumantes, vou levar um tempo para esquecer completamente isso ou talvez eu nunca esqueça completamente, não sei.

De qualquer forma achei que valia o registro dessa insanidade por aqui! Nada desesperador, só tem me chamado a atenção há algum tempo. Algum ex-fumante pode me dar uma luz? Já passaram por isso? Coisa doida, eu hein!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Ultramaratona Bertioga-Maresias

Faz tempo que queria falar por aqui sobre a Ultramaratona Bertioga-Maresias que participei no mês de maio! Quem me acompanha pelo instagram viu as fotos, os vídeos, mas o relato do evento até então nada. Pois bem, demorei porque tinha reservado para dar mais detalhes sobre o assunto no meu collab mensal no blog Hey I am Lili.
O texto foi ao ar na última semana e é com muita alegria que deixo o link por aqui também para vocês acompanharem mais detalhes de uma das corridas mais incríveis que já tive o prazer de participar!
Quem sabe um dia não encontro outros corredores para montar uma equipe de ex-fumante para fazer esse revezamento também? Seria fantástico!!
Deixo aqui para vocês o link do texto - também dá para acessar clicando na imagem abaixo.
Comentem por lá, é sempre uma alegria saber que tenho visitantes no HIAL também!
Espero que gostem!
Até mais pessoal!
Carol


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Passada rápida!

Passada rápida por aqui apenas para dar sinais de vida!
Anda tudo tão corrido e tumultuado ultimamente, socorro! Parece que tem épocas na agenda em que tudo resolve acontecer ao mesmo tempo e acaba que passo dias e semanas tentando apenas sobreviver ao caos. A foto abaixo define bem o meu momento atual hehe



Quando tudo está um caos o melhor a se fazer é uma piada besta e vamos em frente!
O lado bom é que na próxima semana terei uns dias de folga no trabalho - yeah - o que de certa forma também explica um dos motivos da minha vida estar tão caótica esses dias!
Depois da minha primeira hospedagem em hotel como ex-fumante, primeira viagem de avião também nessas condições, agora terei o combo disso tudo em uma viagem de alguns dias! Não vejo a hora! Depois conto tudo aqui para vocês!
Quanto ao cigarro... já falei pra vocês, se não fosse pelo blog ele seria um assunto esquecido e enterrado em um passado não muito distante. De qualquer forma é bom estar sempre alerta, nunca se sabe.
Espero passar por aqui de novo antes da viagem chegar! Tem tanta coisa acontecendo que daria para eu escrever um livro, mas aos poucos vamos nos atualizando!
Quem quiser sinais vitais mais rápidos, só me procurar lá no Instagram (@projetoparardefumar) ou na Fanpage no Facebook!
Vamos que vamos, rumo aos 300 dias limpa do cigarro! (eu fico besta com esses números!)
Até mais pessoal!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Vício e Virtude - por Francisco Daudt

Dia desses me deparei com um texto do Francisco Daudt que não saiu da minha cabeça desde então. O texto tem caráter político, mas descreve o vício de uma maneira que achei genial e nunca havia pensado dessa forma. É por esse motivo que o texto está aqui hoje! Deixo as palavras de Francisco Daudt com vocês. Espero que gostem (eu amei!).


Vício e Virtude
(Francisco Daudt)


Corrupção não é apenas roubo, suborno, propina, trapaça, compra e venda de autoridades, enfim, todo esse desfile de horrores a que temos assistido ultimamente. Corrupção também significa apodrecimento, deterioração, decadência, desagregação, aquilo que acontece com os cadáveres e com as casas que não recebem manutenção. Há um interessante documentário, “O mundo sem ninguém” (Life after people), que mostra o que aconteceria ao planeta se os humanos desaparecessem de uma hora para outra: em poucas décadas as construções e outros vestígios de nossa passagem estariam corrompidos pela água e pelas plantas, seguindo a lei física da entropia que tudo conduz à geleia geral.
Da mesma maneira que acontece com a corrupção, o principal significado de vício não é a adição a substâncias psicoativas, mas sim a tendência a praticar atos nocivos ou indecorosos. A tendência a corromper, a danificar, a destruir. A tendência ao mal. Em termos estéticos, o ato vicioso é deforme, decadente, feio, repugnante.

Por contraposição, a virtude é a conformidade com o bem, com a excelência moral ou de conduta, é dignidade, é construção, pois o ato virtuoso é edificante, estruturante. Em termos estéticos, o ato virtuoso é belo, admirável, inspirador.
Agora vem a pior parte: o vício é fácil e a virtude é difícil. A inércia é viciosa; a virtude é trabalhosa. Largados, enfeiamos, engordamos, amolecemos, deterioramos. E todos sabemos o investimento que significa estar em forma, cuidar-se. Destruir é infinitamente mais fácil que construir. Qualquer idiota quebra os vitrais de uma catedral e a deixa emporcalhada com pichações em dois minutos, enquanto ela levou séculos de trabalho árduo, de inteligência e de arte aplicadas para ser erguida.
Não há dor maior do que a perda de um filho jovem por acidente ou crime: em um segundo esvanecem-se anos de dedicação, noites insones, amor, zelo, carinho, milhares de pequenos atos virtuosos que investimos naquele ser.
Ou seja, o vício sempre sai em vantagem sobre a virtude, pois ele conta com a tendência natural ao menor esforço, ao enriquecimento rápido, à euforia instantânea, ao imediatismo, ao princípio do prazer barato e raso.
É como se a virtude fosse sempre resultado de uma decisão consciente e de um empenho esforçado, enquanto o vício precisa de muito pouco para prosperar. Ele é como a gravidade no castigo de Sísifo: está sempre à espreita, esperando o momento em que paramos de empurrar a pedra ladeira acima para entrar em ação.

E a virtude? Conta-se que um frade perguntou o que faziam a dois pedreiros durante a construção da Notre Dame de Paris. O primeiro disse que assentava uma fileira de tijolos. O segundo olhou em êxtase para o céu e respondeu: “Construo uma catedral!”
Para que a virtude prospere precisamos ser os dois pedreiros ao mesmo tempo: persistentes em nossos pequenos atos virtuosos de cada dia, assentando tijolo por tijolo, dente escovado e banho tomado, sabendo que amanhã tudo recomeça. E precisamos ter em mente a beleza de nossa catedral, a felicidade de nossos filhos, a integridade de nosso país.

O texto está em seu original, sem alterações por parte da autora desse blog. Texto retirado do link: http://www.franciscodaudt.com.br/vicio-e-virtude/#.WSx0c2jyvIU em 29 de maio de 2017.
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