quarta-feira, 29 de março de 2017

7 meses sem fumar!



Já são 07 meses sem fumar! Quem diria! 07 meses!

O tempo está passando muito rápido, pois a sensação que tenho é que outro dia mesmo estava aqui comemorando algum outro "mesversário" desse projeto sem fumaça.

Uau! Já se foi realmente mais da metade de um ano e fico incrédula de como consegui chegar até aqui!

Se eu sinto vontade de fumar? Não. As vezes vem uma fissura ou outra, admito, mas é algo tão inofensivo que eu poderia até chama-la de "lembrança de outros tempos" - fissura é uma palavra muito forte e é algo que, pra minha felicidade, faz tempo que não acontece.

Algumas vezes sinto falta de soltar fumaça. Só que eu me lembro que para aliviar esse desejo é um pouco mais complexo do que simplesmente fumar qualquer coisa que seja. Eu não quero ficar fedendo cigarro/charuto/cigarrilha e, além disso, eu tenho pavor de baforar algo e voltar à estaca zero, então sigo smoke free. Eu tive uma trabalheira danada para chegar até aqui e não é agora que vou colocar tudo a perder. Isso, aliás, foi um dos meus argumentos pra mim mesma na época que ameacei comprar um cigarro eletrônico para soltar fumaça (já falei a respeito nesse post aqui).

Eu lembro quando parei de fumar e via o pessoal com mais de 200 dias no chat do QuitNow! e ficava imaginando como eles deveriam se sentir, como seria a vida tanto tempo depois de parar e tudo mais. Hoje estou aqui. Cheguei! Tchanam! Que alegria! Eu consegui!

Vida que segue, feliz 07 meses para mim!
Até a próxima pessoal!

Nota rápida: Essa semana tem viagem de avião. Internacional. Coisa rápida, mas será meu primeiro teste do avião como ex-fumante (Sugiro uma leitura ao post do aeroporto para maiores esclarecimentos). Novas descobertas nessa vida sem fumaça! Depois conto tudo para vocês!
(Pra quem segue o blog no Insta vai ter infos da viagem em primeira mão, a partir de sexta!)


sexta-feira, 24 de março de 2017

Notas sobre sábado


Final de semana chegando e eu só consigo me lembrar de como eu detestava esse momento nas minhas primeiras semanas sem fumar. Quantas vezes não me vi pensando em arranjar um emprego, um curso um qualquer coisa que fosse como forma de tentar enfrentar os meus dois dias de folga na semana de forma mais tranquila.

O maior vilão de todos era o sábado. Aquele dia de descanso outrora o meu favorito passou a se tornar uma ingrata data, regada de desespero e fissuras no nível extremo. Era realmente insuportável. Eu até apelidei esse dia da semana como "Sábado - o temível". Até que um belo dia tudo isso passou. Não me lembro exatamente quando ou como, mas fato é que a tortura acabou e tudo voltou a ser exatamente como antes. Misteriosamente.

Eu vejo nos grupos de ajuda o desespero do pessoal que está no início do processo de parar de fumar e sei exatamente o que eles estão passando quando se queixam dos finais de semana. De certa forma eu consigo até sentir essa sensação horrível quando leio os relatos e sempre digo: aguentem aí. Segurem firme, se precisar chorem, gritem, só nunca, em hipótese alguma fumem! Vai por mim, é possível ainda que a pior sensação do mundo.

Hoje é um alívio enorme para mim chegar aos finais de semana e tê-los de volta para mim como sempre foram. Fico feliz por ter resistido bravamente, existia luz no fim do túnel e eu consegui chegar lá! Todos somos capazes, eu acredito!

terça-feira, 21 de março de 2017

Mãe, eu consegui! Desculpe a demora!

Saudade infinita

Falar sobre a minha mãe para mim ainda é muito difícil. Ainda que eu tenha evitado tocar no assunto por aqui, pelo menos uma reflexão ou outra eu vou acabar fazendo, até porque tem total sinergia com esse blog. Para quem não sabe minha mãe faleceu de câncer no pulmão. Sim, ela era tabagista.

Muita gente já me questionou por que eu não parei de fumar logo quando ela faleceu. Eu mesma já me questionei isso várias vezes. Afinal de contas, eu vi a minha mãe lutar contra essa doença por quase 02 anos, acompanhei o desgaste físico e emocional de toda a minha família e mais ainda, convivi com o efeito devastador que o câncer causa. Foi tudo muito horrível e doloroso (conforme eu escrevo esse texto percebo que ainda não superei o que passei e encontro muita dificuldade em tocar no assunto).

Mas a pergunta é: por que eu não parei depois que vi tudo isso? A resposta mais simples e óbvia é "porque eu não quis". De certa forma é bem isso mesmo, se eu realmente quisesse ter parado eu ia parar. Só que agora eu também vou me defender: não era tão simples assim.

Eu fiquei apavorada quando minha mãe faleceu. Eu tinha 23 anos e me vi sozinha, com medo, totalmente a deriva e sem saber como seguir em frente. Se hoje, passados quase 09 anos, eu ainda tenho dificuldade para lidar com isso, imaginem como ficou minha cabeça na época. Foi muito difícil e eu tive que tirar uma força absurda para me levantar, seguir em frente e tocar a minha vida adiante. Foi muito difícil, muito triste mesmo.

Eu havia prometido para a minha mãe que eu pararia de fumar. Ela me pediu tanto. Tanto, Tanto! Só que antes eu tivesse tentado enquanto ela estava viva. Ao menos eu teria o apoio, o abraço e o carinho dela. Depois que ela faleceu eu não conseguia achar forças para tocar mais nenhum outro projeto em frente, muito menos o de parar de fumar. Decidi que alguma hora eu pararia, mas naquele momento eu não teria forças e resolvi deixar para um outro momento.

Foi a partir da minha época de luto que comecei a fumar escondido de muita gente - inclusive daqueles que sempre souberam que eu fumava. Foi dolorido pra mim todos esses anos continuar junto daquele que tirou a minha mãe de mim, mas ao mesmo tempo de maneira bem contraditória o cigarro era o meu maior aliviador de angústias e dores. Vai entender!

Vocês não imaginam a quantidade de vezes que eu ouvi "E você ainda fuma?" seguido de um olhar horrível quando o assunto era a morte da minha mãe. Uma ressalva aqui: existia o questionamento amigável, porque convenhamos, era curioso o fato de eu continuar fumando, mas também tinha o questionamento arrebatador, com o olhar de reprovação e desprezo. Esses eram cruéis. Engraçado que essas mesmas pessoas que me criticavam cruelmente nunca me ofereceram ajuda: seja pelo vício ou seja pelo luto.  Foi cada paulada que eu recebi, inclusive o horroroso discurso que dizia que eu não deveria me permitir chorar uma morte que eu também estava buscando pra mim(!).

Essa fui eu nos últimos anos. Fumando, sendo julgada e me culpando. Aos trancos e barrancos cheguei no memorável dia 29 de agosto de 2016, quando eu finalmente abandonei o vício!

Lógico que eu queria ter parado antes, lógico que eu nunca deveria ter continuado e aproveitado o caos da minha vida e a minha dor para abandonar o cigarro lá em 2008 quando eu perdi minha mãe. Só que eu não consegui. Hoje eu também vejo a força maluca que eu tive que ter para parar de fumar e sinceramente eu não sei se eu conseguiria naquela época, eu já estava sofrendo demais. Seria força demais para uma pessoa só, eu não sei se eu conseguiria.

Enfim, águas passadas, o que já foi já foi e fato é que eu demorei, mas finalmente eu parei. Ufa pra sensação de culpa e ufa por me livrar desse vício horrível.  Minha mãe implorou para eu parar de fumar e hoje eu só posso dizer "Mãe, eu consegui. Desculpe a demora!" e respiro aliviada em todos os sentidos e por todos os dias.

E vamos em frente!
Vida que segue!
Até a próxima pessoal!

sexta-feira, 17 de março de 2017

200 dias!



Hoje completo 200 dias sem fumar! Quem diria!

O tempo está passando muito rápido, olho para trás e aquele 29 de agosto está cada vez mais distante e minha relação com o cigarro cada vez mais enterrada no passado.

Ao mesmo tempo em que as conquistas começam a ficar maiores e mais impactantes (caramba! duzentos dias!) o processo de me tornar uma ex-fumante está cada vez mais fácil. Para ser sincera, eu já arrisco dizer que só lembro do cigarro por causa do blog, no restante a minha vida está bastante ajustada em um molde novo, com toda uma rotina smoke free!

Por algum tempo uma tristeza de saudosismo me acompanhava, sempre pensando nos momentos em que meu "amigo" estaria comigo e não estava mais. Hoje só vejo coisa positiva em não fumar e afirmo que minha vida está muito melhor. Eu ganhei em qualidade de vida em inúmeras maneiras que jamais pensaria que seria possível e é uma sensação muito boa. Isso sem falar na melhoria psicológica - sem remorsos, sem maquinar desculpas esfarrapadas para ir ao fumódromo, sem fumar escondido - é um novo momento para mim.

Eu detesto ter que admitir, ter que dar o braço a torcer e assumir algo que eu relutava em acreditar, mas sou obrigada a dizer: parar de fumar é uma das melhores coisas que eu já fiz e uma das melhores decisões que eu tomei!

Esses duzentos dias (yeah!) também me ensinaram o poder da química, o poder da droga em nosso cérebro que faz uma pessoa que está tão feliz com a liberdade do fim do vício de repente ter uma recaída e voltar a estaca zero. Eu sei que eu estou sujeita a isso e me mantenho muito alerta. Sou uma ex-dependente química e sempre serei, porque independente das razões que eu tenha para continuar essa vida sem cigarro, fui dependente dessa droga por muito tempo e sei o poder que ela tem sobre mim. É uma luta pro resto da minha vida, mas estou disposta a dizer não quantas vezes for necessário.

Que venham os próximos desafios, eu estou preparada.

Feliz 200 dias!
Força Carol, vamos que vamos!
Até a próxima pessoal!

terça-feira, 14 de março de 2017

O dia que eu encontrei o Drauzio Varella no meio da corrida!

Era para ser um post de corrida, como outros que já fiz, mas domingo passado teve encontro surpresa no meio do percurso!

Lá estava eu, por volta do terceiro ou quarto quilômetro do circuito, quando vejo certa agitação entre os corredores. Prestei um pouco mais de atenção e foi então que eu vi, correndo do outro lado da pista o Dr. Drauzio Varella!

Quando eu parei de fumar o máximo que eu sabia do Drauzio Varella é que ele tinha um quadro no Fantástico, o livro do Carandiru e era mais ou menos isso. Quando parei de fumar, descobri aos poucos a história dele como é ex-fumante e mais tarde descobri a relação dele com a corrida também. Aos poucos também notei que nesse universo da luta para parar de fumar ele é uma grande fonte de inspiração para muitas pessoas, bem como no universo da corrida.

Aos poucos fui me informando melhor a respeito dele e do seu trabalho e assim fui me atualizando a respeito dessa personalidade. Em vários vídeos dele a respeito do vício pelo cigarro eu me senti tão compreendida e foi uma sensação de tanto conforto, quase que como um abraço. Sei lá, como fumante (agora ex!) minha relação entre médico e tabagismo era de "vou levar uma bronca" e de repente ver um que não só te entende, mas como já passou por exatamente tudo isso que está acontecendo comigo dá uma sensação de muita tranquilidade. Ao mesmo tempo traz tanta confiança!

Enfim, lá estava eu domingo passado na corrida e esse homem passa pelo meu lado. De certa forma desacreditei que aquilo estava acontecendo. Fiquei emocionada pela "coincidência" e percorri os próximos quilômetros pensando "Drauzio, eu também estou aqui. Uma ex-fumante que também corre, olha só a gente!". Na sequência pensei nele e só consegui desejar "Força para você também, meu caro! Força para todos nós! Para sempre vamos precisar".

É meus queridos ex-fumantes, se tem uma coisa que nos une é a força de vontade e a garra de nos livrarmos dessa dependência. Estamos todos no mesmo barco e que nos apoiemos uns aos outros para seguir em frente e aprendermos juntos!

Foi mais uma corrida para se guardar com muito carinho na minha memória!

Até a próxima pessoal!

sexta-feira, 10 de março de 2017

O cigarro eletrônico!

Semana passada eu tomei uma decisão surpreendente até para mim: eu ia comprar um cigarro eletrônico! Eu estava decidida!

Assisti vídeos no Youtube a respeito do assunto, entrei em milhares de sites e aprendi todas as diferenças entre modelos, essências e baterias. Com as devidas instruções, entrei em um site, fiz o meu cadastro e coloquei no carrinho da loja virtual o "Kit Iniciante" - com o vaporizador, o carregador e duas essências. Aí pensei melhor, sobretudo quando vi o valor a ser pago, saí do site meio que correndo e deixei a ideia pra lá. Com direito a olhadinhas em volta de mim no meu melhor estilo "Ninguém viu isso, né?".

Alguns dias depois, estava eu passeando com meu marido e em uma feira de bugigangas lá estava ele exposto, bonitão e me encarando: o bendito do cigarro eletrônico!

Na hora eu imaginei que era uma obra do destino, aquilo foi colocado lá para eu me certificar de que era a decisão a ser feita, afinal de contas, nada na vida é por acaso. Isso sem falar na parte financeira: na barraquinha ele estava por 1/3 do valor que eu tinha visto no site, o que me permitiria comprar milhares de outras essências e tudo mais que eu tinha estudado a respeito.

De novo pensei melhor e deixei ele pra lá. Eu estaria me traindo muito se comprasse aquilo, mesmo o site dizendo que o cigarro eletrônico apenas lembra o cigarro de papel, mas são coisas distintas e tudo mais.

Dali a pouco fiquei confusa de novo e tomei a decisão que eu deveria ter tomado desde que esse assunto apareceu na minha cabeça: fui conversar com o meu marido. Até porque, se eu fosse comprar a geringonça eu utilizaria ela em casa - ou então teria que partir para o extremo de fumar escondida um cigarro eletrônico!

Não preciso dizer que ele discordou totalmente e ainda reforçou o quanto essa compra seria uma besteira, que isso só me traria as lembranças de um hábito que eu custei muito para abandonar, que ficar baforando qualquer tipo de fumaça é algo que eu não posso, que vapor de água também é muito nocivo para a saúde e todas as informações que de certa forma eu também sabia, mas que por algum motivo preferi ignorar quando tive a ideia do cigarro eletrônico.

Desisti de tudo na sequência, mas admito que se por algum instante ele tivesse me sinalizado que até aprovaria eu teria voltado lá na barraquinha para fazer a minha compra!

Vou deixar claro aqui que não tenho nada contra o cigarro eletrônico, aliás, conheço várias histórias de muita gente que parou de fumar com a ajuda dos vapors e tudo mais, mas na minha atual situação, comprar um seria sim um grande passo para trás.

A minha conclusão é de que mais uma vez o dia-a-dia me mostra que é preciso atenção e muita cautela: esse vício sempre vai dar um jeito de voltar a ativa e se eu me descuidar, até nessas vaciladas mais inocentes, posso colocar tudo a perder.

Dei um ponto final nessa história, nada de cigarro eletrônico, o que me sobra de lembrança é a quantidade de spam que a loja onde me cadastrei fica me enviando todo dia! Eita!

Vamos que vamos, até a próxima pessoal!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Vai um cafezinho?



Uma das coisas mais maravilhosas pra mim sempre foi tomar café! Sem um cafezinho logo cedo o meu dia começa bem atravessado e acompanhado de um grande mau humor.

Logo quando parei de fumar isso foi um ponto de preocupação, pois o cafezinho com cigarro logo cedo era o combo dos Deuses! Como eu apaguei o cigarro para sempre, o café continuou toda manhã, apesar de no começo ele descer meio sofrido na ausência do outro companheiro. Assim seguimos.

Enquanto o café de manhã segue muito bem, obrigada, no restante do dia algo muito surpreendente aconteceu comigo. O meu consumo de café despencou! Não é porque eu me policiei, ou porque ele me deixa com vontade de fumar, nada disso, só sei que misteriosamente a minha vontade de expressos, coados e pingados desapareceu! Puft. Sumiu!

Eu nunca parei para fazer essa conta, mas suponho que na minha era tabagista eu devia toar umas 08 ou mais xícaras de café por dia! Se bobear deveria ser até mais do que isso. Nos finais de semana eu secava uma garrafa térmica sozinha tranquilamente, sentada na varanda e fumando então, afe Maria, confesso que pra lá de litros!

Hoje a quantidade diminuiu de maneira gritante e o engraçado é que isso aconteceu de maneira espontânea. De manhã ainda gosto e acho uma delícia, mas sobrevivo a tardes inteiras sem café se for preciso.

Claro que eu ainda adoro café,  ainda consumo a bebida ao longo do dia e não vejo mal nenhum nisso, mas foi surpreendente ver a queda no consumo de cafezinhos e cafezões depois que parei de fumar.

Mistérios da nova vida sem fumaça!

Vamos que vamos, até a próxima pessoal!


segunda-feira, 6 de março de 2017

Olfato e paladar - 6 meses depois



Aqui estou, seis meses e alguns dias desde que parei de fumar (Yeah!) e sinto muitas diferenças em mim desde aquele marcante 29 de agosto do ano passado. Hoje vou falar um pouco sobre o meu olfato e o meu paladar, ou no português mais claro, o cheiro e o gosto das coisas.

Comida continua com gosto de comida, sem maiores mudanças por assim dizer. Para a minha maior tristeza e frustração, os alimentos ainda não tem aquele gosto mágico que diziam que teriam quando eu parasse de fumar. Uma coisa sim mudou: meu apetite por doces. Há algum tempo tenho percebido que bolos, chocolates e docinhos são muito mais apetitosos hoje em dia. Talvez seja mais pelo fator psicológico, pelo estímulo que o açúcar dá e coisa e tal. Mas enfim, fica aqui o registro, eu como ex-fumante estou uma formiguinha e de umas semanas pra cá tenho me controlado para esse festival de doces não refletir na minha calça jeans!

Enquanto o sabor das coisas não teve tanta novidade, o meu olfato está a todo vapor (mas sem vapor, rá - fazia tempo que não usava meu jargão brega por aqui!). A cada dia que passa eu tenho me tornado uma highlander dos cheiros! Sinto cheiro de tudo, de maneira muito forte, a todo o tempo. Cheiros ruins me causam enjoo, coisa que eu nunca imaginei que aconteceria e maldosamente falava que era coisa de gente fresca (vai lá tonta, julga os outros, tá certinho). Doses a mais de perfume são detectadas por mim facilmente. Mais ainda: a distância! Uma loucura, vocês precisam ver.

Agora o meu detector de cheiro de cigarro está nível FBI! Se antes eu identificava um fumante só de dar "oi" para ele, hoje eu sei que um tabagista esteve no caminho mesmo quando ele não está lá. No elevador do prédio eu sei exatamente se algum fumante passou por lá anteriormente. Na academia, olha só, se alguém passa fumando NA RUA e sinto o cheiro lá dentro. E cigarro fede! Muito! Eu sempre soube disso, mas hoje eu sinto isso. Bem bizarra toda essa história, pelo menos eu acho.

Vamos que vamos, até a próxima pessoal!
189 dias sem fumar, aqui estamos!

sexta-feira, 3 de março de 2017

10.000 views!! Obrigada!



Hoje entrei aqui para preparar um novo post e fui recebida com a notícia de que o blog tinha atingido mais de 10.000 visualizações! Levei um susto! Uau! 10.000!!!!

É uma mistura de frio na barriga e alegria imaginar que por tantas vezes as pessoas entraram aqui e leram os meus textos!

Eu nunca soube exatamente se escrever aqui era para me ajudar ou ajudar alguém no futuro e até hoje eu não tenha a resposta exata para essa pergunta. Possivelmente um pouquinho dos dois.
Verdade seja dita: várias vezes eu resisti bravamente a vontade de fumar por causa do blog. Em inúmeros momentos em que a fissura apertou eu pensava "Vixi... como vou contar no blog se eu recair?". Acreditem, isso me deu muita força para resistir e seguir em frente.

Também teve os dias de muita alegria quando recebi mensagens vinda de algum leitor do blog dizendo que resolveu parar de fumar por conta da leitura, ou que já tinha parado e se identificou com alguma passagem que eu coloquei aqui. É tanta alegria!

Além disso é interessante saber que eu escrevo para alguém, mesmo sem saber exatamente quem me visita. "Pessoas entram lá no blog e leem os meus textos, eu não estou falando sozinha, que legal!", é uma sensação muito boa!

Escrever sempre foi um projeto meu que eu gostaria de tocar em frente e parar de fumar me trouxe essa realização.

Sou muito grata por estar aqui e pelo apoio de todos vocês! Essa alegria foi complementada hoje com esse número tão grande no contador de visitas! É muito bom saber que tem gente aí do outro lado!

Obrigada pela visita, pela leitura e pelo apoio!!

#Gratidão

quarta-feira, 1 de março de 2017

6 meses - em ritmo de carnaval!

Senhoras e senhores, oficialmente: estou há seis meses sem fumar!



Quem diria! Metade de um ano!

A distância entre eu e meu último trago está cada vez maior e isso tem um peso enorme para tocar o projeto em frente e a pensar mil vezes antes de qualquer possível recaída.

Não é ano bissexto, não teve dia 29, mas como eu disse que faria, a comemoração foi em ritmo carnavalesco!

Nesse Carnaval teve descanso, teve caminhada, cãominhada, bloquinho de rua e bebedeira (eita!) - com ênfase a esses dois últimos itens, desafio bônus nessa empreitada! Mais uma vez resisti ao cigarro bravamente!

Admito que em alguns momentos eu pensei naquela velha e bizarra máxima "É Carnaval, pode tudo! Posso fumar alguns cigarros, pois nessa época não conta, é Carnaval!". Negativo! Não fumei! Como eu disse, os seis meses tem um peso muito importante e com certeza absoluta eu iria me arrepender depois. Desencanei disso e segui minha vida sem fumaça. Melhor decisão possível!

Esse primeiro ano sem o cigarro tem inúmeros acontecimentos e foi memorável sobreviver ao meu primeiro carnaval longe da nicotina e das outras 4.700 substâncias misteriosas - acima de tudo comemorando os seis meses de vida nova!

É muita alegria! Explode coração!

Rumo ao primeiro ano - me leva que eu vou!

Até  a próxima pessoal!
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