quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Aquele grito preso na gartanta... férias!

Cinco letras, uma palavra e o melhor e maior sorriso dos últimos tempos: FÉRIAS!



Ufa, nem acredito! Finalmente! Desde que parei de fumar até agora não tive férias, já repararam?! Foi uma emendada de feriado aqui, outra lá, mas tirar um período maior para o devido e merecido descanso até agora nada. ATÉ AGORA, porque oficialmente estou de férias pessoal! Que alegria!

Faz mais de 01 ano que esse fato lindo aconteceu na minha vida pela última vez, então estou emocionadíssima! Vamos adicionar o fator "parei de fumar" no ano que se passou, então certamente o meu corpo, a minha cabeça e o meu humor precisam urgentemente de descanso.

Isso sem contar que estou há 10 meses reformando um imóvel (essa parte ninguém aqui sabia!). Quem já reformou um comodo da casa que seja sabe o perrengue que é. Eu "derrubei" um apartamento e levantei ele i-n-t-e-i-r-o. Imaginem como eu estou? Não a toa minha safra de cabelos brancos aumentou nesses últimos meses!

Por isso, a ex-fumante-reformadora-de-imóveis-um-ano-e-3-meses-sem-ferias está extremamente feliz em anunciar que o Outlook foi dessincronizado do celular, as viagens diárias São Paulo - São Bernardo foram oficialmente interrompidas, os chinelos colocados nos pés e foi anunciado o período de descanso! Viva!

E tem mais!

Em alguns dias eu viajo para um destino que sempre quis conhecer, mas por um motivo que não sei explicar acabei nunca indo antes. Dessa vez aproveitei a maré de realizações na minha vida para  riscar mais um item da listinha "lugares que sonho em conhecer". Peru, aí vamos nós!

Nesse ritmo de festa eu encerro o post! Ficarei um pouco sumida do blog, mas tentarei mandar sinais via rede social (Já segue o insta do blog? Vai lá, @projetoparardefumar).

Firme, forte e sem o cigarro! Férias, sua linda, chega mais!

Até a próxima pessoal!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Último maço de cigarros - o retorno!

Como eu disse por aqui em um outro post, logo quando parei de fumar eu não tive coragem de jogar o maço de cigarros fora. Por todo esse tempo do meu Projeto Parar de Fumar os cigarros restantes e o isqueiro ficaram dentro de uma gaveta na minha varanda. 

Pode parecer loucura, mas me tranquilizou muito saber que eles estavam ali o tempo todo. Quando tabagista eu tinha verdadeiro pavor de ficar sem cigarros e esse mesmo pânico me veio quando fui jogar tudo fora no meu primeiro dia sem fumar. Resolvi deixa-los guardados, achei melhor assim.

Durante o último ano, enquanto eu lutava contra o vício eu sabia que a fonte de todos os meus problemas - e solução rápida para a fissura - estava há alguns passos de mim na minha própria casa. Admito que foram diversas as vezes que eu abria a gaveta e encarava ele. Não tinha coragem de me aproximar, muito menos de segurar a caixinha. Analisando, hoje acho bastante perigoso esse meu método bizarro. Onde eu estava com a cabeça?!

Enfim, passado o primeiro ano sem fumar, dia desses fui lá na gaveta, encarei o maledeto e pela primeira vez encostei naquilo. O movimento de abrir a caixinha e pegar um cigarro com uma mão só foi bem automático (anos de prática também, né?). Olhei para aquela situação e fiquei a pensar em como que aquilo, que parece inofensivo, pode ser tão devastador para a saúde a para o psicológico de uma pessoa. 

Sessão de fotos: vivendo perigosamente! 

Em nota: eu não sugiro isso que eu fiz para ninguém. Se quiser cada um por sua conta e risco!!                      

Eu não sei se terei coragem de acender um cigarro novamente e pelo menos por essa experiência, onde eu estava com tudo na mão para ir em frente, eu não tive vontade nenhuma de fumar. Eu tenho tanto medo de ter que passar pelo parar de fumar de novo que só de pensar em acender um cigarro eu fico bastante tensa. Por outro lado, não vamos dar sorte ao azar, né? Ficar segurando o cigarro e o isqueiro é muito perigoso para uma recém ex-fumante.

Guardei de volta tudo na gaveta e achei melhor deixar quieto, não vou mais mexer nisso. Até o fim do ano eu me mudo de casa e vai ser na hora da mudança que eu colocarei um ponto final nisso. Ele ficará para trás nessa minha casa, assim como a minha versão tabagista. Só que a história da mudança é assunto para um outro post! 

Até a próxima pessoal!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

História de uma passageira!




Hoje o post não é sobre mim, ou minha luta contra o vício, mas é uma história baseada em fatos reais que envolve o cigarro e eu gostaria de compartilhar com vocês também.

Meu marido e eu temos uma agência de viagens e tem um casal que há bastante tempo viaja com a gente. Os roteiros deles sempre tiveram uma necessidade específica: hospedagem em quartos de hotel para fumante para atender a esposa tabagista.

Acontece que nem sempre é fácil conseguir esse tipo de hospedagem, muitos hotéis hoje vetam o fumo nos quartos e inclusive usam da política "ambiente 100% smoke free" a seu favor para atrair os hóspedes. Com isso, o fumante nem sempre consegue ficar no hotel que foi sua primeira opção, ou de sua preferência, quando o fator decisivo de escolha é "quarto de fumante".

Eu entendo essa passageira, porque eu já fui fumante e eu também sempre pesquisei isso quando ia escolher um hotel para mim. Sei o stress que é ficar hospedada em um local onde é proibido fumar e entendo perfeitamente o quanto isso pode estragar o humor de uma viagem inteira. Só que com a nossa passageira temos um detalhe importante: ela abre mão da viagem, se for preciso, caso não tenha um hotel com quarto de fumantes.

Além disso, mais um detalhe importante: nenhuma viagem que inclua voos muito longos. Para ela seria insuportável ficar tantas horas sem o cigarro, por isso os destinos sempre tiveram que ser de certa forma próximos. Atravessar o Atlântico? Nem pensar! 

Assim foram as viagens deles em todas as temporadas e em todos os destinos, até que um belo dia o marido ligou e anunciou que para a próxima viagem o problema do hotel e do avião estavam resolvidos. A esposa tinha parado de fumar!

Lembro que ficamos bem surpresos com a notícia, foi uma alegria enorme. Eu estava nos meus primeiros meses dessa luta, então não preciso nem dizer o quanto essa notícia me tocou. Mais uma pro mundo dos cheirosos, yeah!

Alguns meses se passaram desde então e no último feriado eles nos enviaram uma série de fotos pelo whatsapp nos atualizando do andamento da viagem deles. Detalhe: em solo Europeu! Não pude deixar de notar a alegria no rosto daquela passageira que agora estava livre para se hospedar onde quisesse e encarar um voo para qualquer lugar que fosse. É o sorriso dos ex-fumantes quando descobrem a liberdade, uma vida completamente nova e muito mais feliz!

Sei que cada caso é um caso e cada um tem suas particularidades e dificuldades. Resolvi compartilhar a história por aqui, quem sabe não incentiva alguém também e/ou alguém não se identifica com ela. Esse relato também mostra claramente que algumas coisas que para nós, quando fumantes, faz tanto sentido, mas quando paramos ficamos chocados com elas. Abrir mão de um hotel ou voo é bastante impressionante para quem está de fora, mas quando viciados pode ser a coisa mais natural do mundo. Vai entender!

Mais uma história de superação nessa saga da luta contra o vício!

Viva a vida sem fumaça! Viva a liberdade!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Notícias pós 01 ano sem fumar!



A pessoa vai lá, completa 01 ano sem fumar, joga um post no ar e desaparece. Ops! Perdão! Eu voltei! As coisas andam muuuuito corridas aqui pro meu lado, aproveitei os últimos dias para tentar colocar tudo em ordem, por isso o sumiço aqui temporário. Perdão!

Eu fiz o post sobre a sensação do primeiro ano de liberdade, mas não falei como foi exatamente o dia 29 de agosto. Pode parecer bizarro e sem sentido, mas passei aquele dia todo me sentindo a pessoa mais especial do mundo! Sabe quando a gente faz aniversário e embora seja um dia como todos os outros é também um dia completamente especial? Pois então, foi assim e foi lindo!

Recebi várias mensagens carinhosas de todo mundo que acompanha minha saga e todas me emocionaram por demais! Além disso meu marido fez uma linda surpresa, ganhei flores e um vale massagem em um lugar suuuuper bacana aqui em São Paulo que eu sempre fui louca pra conhecer. Depois que eu for lá usufruir meu presente eu faço um post contando tudo!

Apesar de 01 ano nessa luta, eu ainda não fiz uma super divulgação entre meus conhecidos, família e coisa e tal. Pasmem! É engraçado, como uma realidade paralela a qual nem todos tem acesso. Aliás, esse assunto renderia um post a parte, mas deixemos isso para uma próxima oportunidade.

Passado 01 ano de liberdade eu sinto como se tivesse vencido uma enorme e complicada barreira. Sei que a luta contra o vício é para sempre, mas é muito mais tranquilo lutar agora com força e com estabilidade! Continuo impressionada ao ver como a minha vida seguiu sem o cigarro. Eu nunca acreditei que eu poderia ser feliz sem ele e acho que para sempre vou ficar surpresa com essa nova realidade. A vida é sim muito melhor sem fumar! 💗

terça-feira, 29 de agosto de 2017

01 ano sem fumar!

01 ano!! Eu consegui!!! É festa, é festão!!!!

Um ano sem fumar, aqui estamos! Viva!

Ufa. Um ano inteirinho!!!!

O que dizer? Eu confesso que escrevi e reescrevi esse post várias vezes e achei extremamente difícil colocar a emoção desse dia em palavras. Não sei exatamente o que dizer, é muita emoção e alegria!

Eu olho para o 29 de agosto do ano passado e lembro do medo que eu sentia, da angústia, vontade constante de chorar e de todos os temores. Estranho como a dependência química é: o medo das doenças todas e de todo o mal que o cigarro faz nunca me deixou tão apavorada quanto a ideia de me ver sem fumar. Foi assim, nessa espécie de pânico, que foram os meus primeiros dias!

Também me recordo de como foi reaprender a fazer todas as atividades em uma nova condição: sem fumar. Para quem nunca passou por isso pode não fazer sentido, mas para um tabagista todas as atividades do dia são vinculadas ao cigarro. Aí a gente decide acabar com o vício e tem que se acostumar com todas as coisas, só que sem o cigarro. É uma vida nova e bizarramente: tudo igual, mas tudo diferente!

Foi um exercício constante de dizer "não". Não para o cigarro, para as fissuras, para todas as tentações que apareceram no caminho. Foram os "nãos" mais importantes da minha vida e seguirei usando essa pequenina palavra sempre que o risco de recaída tentar me ameaçar.

Agora o melhor de toda essa história, o principal objetivo e que é sim total verdade: A vida que eu ganhei não se compara com a anterior. Foram melhorias em TODOS os aspectos e eu não consigo pensar em uma única coisa que com o cigarro ainda era melhor. A pele melhora, o cabelo, condicionamento físico, humor, agilidade em fazer as coisas, pace da corrida (hehe)... eu que não vou abrir mão disso tudo! Ah, o doce sabor da liberdade!

Foi um ano difícil, intenso, que exigiu bastante da minha força de vontade e eu fico imensamente feliz de ter conseguido chegar até aqui! O dia 29 de agosto será para sempre um grande divisor de águas na minha vida, uma espécie de data de renascimento!

Agradeço imensamente a todos que me ajudaram a percorrer esse caminho! Seja através do blog, pessoalmente, por pensamentos positivos, torcidas... impossível chegar até aqui sem apoio algum, portanto o meu mais sincero: muito obrigada! De coração!

Hoje é dia de comemorar! Seja bem-vinda liberdade!  EU PAREI DE FUMAR e pela primeira vez vou me definir com uma palavra que estava entalada na garganta: eu sou uma EX-FUMANTE!

Vida que segue, vamos que vamos pessoal, agora muito mais livre, saudável e feliz! 

Feliz 01 ano de vida sem fumaça para mim! 🙌

OBS: e para completar a festa, uma grande amiga iniciou hoje a jornada sem fumar. Fiquei extremamente emocionada com a escolha da data! Força! Vai dar tudo certo, confie! O dia 29/08 é nosso! Simbooora!! 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Do tabagismo à meia maratona em 11 meses!

Se há um ano alguém um dia me dissesse que eu correria uma meia maratona um dia eu não acreditaria. Primeiro porque nunca foi algo que na época eu tinha vontade. Segundo, porque como tabagista eu sabia que seria muito difícil conseguir isso. Da mesma forma, há um ano eu não imaginava que estaria livre da dependência pelo cigarro. No último final de semana as duas coisas aconteceram: a ex-fumante correu 21k!

Eu sempre achei meio piegas essa história da pessoa que parou de fumar e virou um super atleta, ou adotou um estilo de vida ultra saudável, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Olhava para esses casos e achava bizarro, afinal de contas não precisa fazer o drama todo, não é porque prejudicou a saúde por muitos anos que agora tem que ser o Mr. Saúde. Sabem aquela história "Dessa água eu não beberei?", pois então... fiz até um drink com ela rsrsrs saúde!

Nunca diga que dessa água não beberei
"Dessa água não beberei" e depois...

Hoje eu sou exatamente essa ex-fumante que faz corridas e tenta se superar cada vez mais! Quando eu fumava eu já fazia corrida de rua, corria a marca dos 10k. Bem sofridos, admito, mas era algo que me deixava bastante feliz e orgulhosa. Eu sentia que teria muita dificuldade em aumentar a distância se continuasse fumante, além de começar a sentir que poderia ser perigoso para minha saúde fazer meu coração trabalhar nesse ritmo.

No ano passado, para piorar ainda mais a situação, eu já estava em um ponto do vício em que até para ir correr eu ia fumando. Acendia o cigarro até o local da prova, guardava tudo no guarda volumes e na volta pra casa fumava de novo e por aí ia. Nos treinos era a mesma coisa, eu literalmente só parava de fumar para correr. Não me orgulho disso, muito pelo contrário, isso me preocupava demais e estava me fazendo muito mal.

Quando parei de fumar a corrida foi uma grande aliada. Sentir a diferença entre correr como fumante e como ex-fumante foi algo de muito impacto para mim. Percebi que sem fumar essa atividade física ficou muito mais prazerosa e comecei a perceber a minha evolução. A corrida me mostrou claramente o quanto o cigarro me prejudicava em inúmeras maneiras e isso me estimulou o tempo todo a seguir em frente na luta contra o vício.

A ideia inicial era correr a São Silvestre para comemorar o fim do vício. Assim o fiz em dezembro do ano passado. Na mesma época percebi que em uma data muito próxima a do meu 1 ano sem fumar teria a Meia Maratona do Rio de Janeiro e pensei comigo "Por que não?". Na loucura me inscrevi e ao mesmo tempo que fiquei com medo do que me aguardava, senti a pressão do compromisso que tinha assumido e me entreguei aos treinos de um modo que nunca fiz antes.

Cada treino, cada melhoria no tempo, cada medalha, da corrida que fosse, foram nesse período como um abraço de recompensa pela minha luta pessoal. Nunca soube se esse tempo todo eu corrida de algo (medo de recaída!) ou em direção a alguma coisa (recordes!), acredito que um pouco dos dois. Assim o tempo foi passando. Compartilhei uma boa parte das corridas aqui no blog, quem acompanha deve ter visto.

Eis que o dia da meia maratona chegou. Foi anunciada a largada e lá fui eu pelo Rio de Janeiro a fora conquistar a minha primeira meia maratona. Pela primeira vez corri sem música, dessa vez fui eu e meus pensamentos e acho que de agora em diante correrei assim. Até nisso eu mudei ao longo desse ano. Curti cada segundo desse longo percurso: a torcida, a paisagem, todos os passos dessa conquista.

Na metade do caminho vi Cristo de braços abertos e não pude conter a emoção. Ele estava lá abençoando essa reta final da minha luta contra a dependência química. Cruzei a linha de chegada e fui tomada por uma alegria nunca antes sentida. Sensação de dever cumprido em todos os aspectos. Eu parei de fumar e me tornei meia maratonista!

Continuarei os meus treinos e pretendo correr mais algumas meia maratonas, adorei essa distância. Muitos amigos insistem para eu partir para o projeto Maratona... eu não sei se tenho coragem, mas aprendi a nunca mais dizer que dessa água não beberei! Vou deixar meu coração decidir o caminho que devo seguir. Uma coisa é certa: lembrarei para sempre toda a ajuda que esse esporte me deu na luta contra o vício, eu devo muito a ele por isso! Viva a corrida de rua!

Meia maratona entregue!

Eu só tenho a agradecer!


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Mãe, 09 anos sem você!


Foi em um 16 de agosto que minha mãe faleceu... e lá se vão 09 anos desde então! Já falei aqui em outro post, ela teve câncer no pulmão e era tabagista, muito embora tivesse parado de fumar antes de saber do tumor. 

Há um intervalo de duas semans entre o dia de hoje e a minha data em que parei de fumar. Agora um pequeno segredo: eu ia parar de fumar no dia 16 de agosto do ano passado, o mesmo dia que marca o falecimento da minha mãe!

Estava decidida, não sabia como ia fazer, mas não ia conseguir passar por essa data mais um ano como tabagista. De jeito nenhum! Conforme a data se aproximou eu fui ficando cada vez mais assustada e quando o dia chegou eu fiquei com medo e desisti. Ao mesmo tempo eu passei o dia todo com peso na consciência. Todo ano eu ficava, mas no ano passado foi diferente, talvez por ter sido a primeira vez em que a vontade de parar de fumar realmente falou mais alto. 

Apesar de ter fugido da data, não desisti da ideia. Decidi me dar mais 15 dias para me organizar melhor, procurar um método que me ajudasse, conversar com minha médica, meu marido... e o resto da história... bom,esse blog conta com mais detalhes!

No fundo eu acho que foi melhor assim. Cada data uma história e uma memória. Além disso o meu atraso de 15 dias me fez parar de fumar no Dia Nacional de Combate ao Fumo. Eu fui descobrir isso só depois... certeza que tem um dedinho da minha mãe aí!

Hoje faz 09 anos em que eu vi minha mãe partir e sofri muito! Vi com meus próprios olhos o resultado de uma doença causada pelo cigarro e senti na pele a dor dos que ficam, dos familiares que olham uns para os outros com cara de perdidos e perdidos ficam por anos e anos e anos. Nunca entenderei como o meu vício conseguiu ser mais forte do que as cenas hororosas que vi da doença que minha mãe enfrentou.

Em uma das últimas conversas que tivemos ela me disse: "Filha, se tudo isso que eu passei servir para fazer uma única pessoa parar de fumar, já valeu a pena!" em uma referência direta (e chocante) a mim. Foi horroroso ouvir isso dela, acima de tudo no hospital. Nunca mais tivemos tempo de conversar a respeito... é incrível a velocidade de um tumor.

Então hoje em sua memória  levarei para frente os seus mesmos dizeres mãe, apenas em um outro contexto: Se esse blog servir para alguém conseguir parar de fumar, já valeu a pena ter me exposto assim e ter exposto a nossa história. Desafio lançado, agora é com vocês leitores!


Saudades para sempre mãe! 💕

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sobre dormir e acordar descansada!



Foram muitas as mudanças que tive desde que parei de fumar e hoje vou falar um pouquinho do que senti com relação ao sono e disposição física. Já falei sobre isso em outro post, mas vou deixar registrado também como tem sido agora, 11 meses depois!

Já há algum tempo percebo que eu consigo dormir e realmente descansar. Aquele sono de repor as energias mesmo, sabe? Eu me lembro que nos tempos de tabagismo eu vivia cansada, sentia que passava o dia me arrastando e para piorar, quando chegava a noite eu deitava não conseguia dormir! Não bastando, eu acordava cansada e assim os dias e noites passavam em uma cadência horrorosa de cansaço e noites mal dormidas.

Sem fumar tudo isso foi mudando. No primeiro e segundo mês ficava um pouco desregulado, dormia até demais da conta. Depois parece que tudo entrou nos eixos. Consigo deitar na cama, esperar um pouco e dormir, o que pra mim tem sido uma novidade realmente muito agradável. Com isso acordo bem mais disposta, o que reflete também no meu humor matinal! Também passo o dia com muito mais energia do que antes, o que é muito novo para mim e é algo que tenho gostado muito!

Sempre tive dificuldade para acordar cedo e embora eu admita que ainda não seja a melhor pessoa para isso, depois que parei de fumar eu consigo levantar bem mais cedo do que eu tinha costume. Para o meu choque: muitas vezes por vontade própria!

Foram anos e anos levantando quase ao meio-dia nos finais de semana e ainda assim sentindo que eu poderia passar mais um tempão deitada, por cansaço mesmo. Acabava levantando por uma única preocupação: "se eu enrolar mais na cama a noite não consigo dormir". Quando eu finalmente levantava eu fazia o que? Fumava um (vários) cigarro (que até hoje admito que era o melhor do dia hehe) e me entupia de café, tentando estimular um corpo que mal havia descansado.

Atualmente o pensamento na hora de dormir é "vou acordar cedo e aproveitar o dia" e para o meu espanto faço isso feliz e de livre e espontânea vontade (estou p-a-s-s-a-d-a com a minha versão matinal!). Acordar com calma e me preparar para um novo dia com tranquilidade é algo muito bom. Percebo que como consequência eu tomo até bem menos café! Nem só pelo fato de não fumar, mas também porque meu corpo está carregado de energia, não preciso mais me estimular tanto!

Eu também sempre tive bruxismo, passava a noite rangendo os dentes e já inclusive trinquei um enquanto dormia, assim como quebrei alguns aparelhos de dente por conta disso. A minha versão smoke free me fez até dispensar o uso da placa que eu usava para não bater os dentes e nunca mais acordei com nenhuma dor relacionada a isso. Até disso tive liberdade!

Quando tomei a decisão de parar de fumar eu imaginava que teria inúmeras alterações em mim, mas são casos como esse que me fazem pensar no grau de influência em minha saúde que o cigarro tinha. Nem dormir mais me fazia bem e eu nunca tinha parado para pensar na relação entre as duas coisas! Chego a ficar assustada com essas constatações! Numa boa? Isso pra mim não era um jeito bom de se viver, principalmente agora que experiencio o outro lado da coisa.

Por essas e outras que eu prefiro a minha versão sem tabaco. Uma versão mais leve, mais tranquila e muito mais feliz! Fumar de novo aliviaria a minha abstinência, não tenho dúvidas, mas me traria de voltas noites mal dormidas, olheiras, cara de cansaço e um caminhão de coisas que eu nunca havia reparado que me matavam sim aos poucos! Eu não quero isso pra mim!

Viva a vida sem fumaça!
Até a próxima pessoal!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Sobre recaídas



Ao longo do meu projeto parar de fumar foram diversos os momentos em que no meio do caminho alguém tropeçou. Desde um único cigarrinho "inocente" (nunca é!) até aqueles que recaíram de vez e voltaram a fumar. Regra geral, recaídas me reforçam a ideia de qualquer único trago pode levar todo o sacrifício por água abaixo.

Pelo que tenho me informado por aí é muito mais comum recair do que se imagina. Todos nós ex-fumantes estamos sujeitos a isso e sabemos disso. É preciso ter cuidado constante!

Eu fico triste quando recebo a notícia de alguém que recaiu e geralmente a pessoa não fica muito feliz com o acontecimento também. Por outro lado, dos casos que acompanhei também notei que todos fizeram uma nova tentativa algum tempo depois.

Como nós no processo de parar de fumar dizemos uns aos outros "Aprenda com o que te fez cair e vamos tentar mais uma vez"! Uma nova tentativa é sempre válida, seja ela a segunda, terceira, quarta...não importa se não deu certo de primeira, o que não pode é desistir de vez. Somos capazes, temos que lembrar sempre disso!

Um pensamento que me ajudou a segurar firme foi o de "Se eu recair vou ter que passar por isso tudo de novo na próxima vez" e eu sofri muito no começo e me lembro muito bem disso. Essa frase me ajudou demais, toda vez em que a ideia de fumar um cigarro vinha me visitar eu lembrava da angústia das primeiras semanas, então ficava mais fácil dizer "Não".

Estou perto do 01 ano sem fumar e fico feliz de ter chegado até aqui invicta!  Agora o pensamento da vez é "Recair vai me levar de volta à vida antiga" e a vontade que eu tenho de ser tabagista mais uma vez? Zero!

É isso aí, vida que segue! Vamos em frente, mas sempre com cautela! Até a próxima pessoal!

sábado, 29 de julho de 2017

11 meses sem fumar!

11 meses sem fumar, quem diria!!!



Estou bastante emocionada com essa comemoração! Todas as outras, dos outros meses, foram especiais, mas essa tem um gostinho diferente... provavelmente por ser a última "mensal". É uma alegria nova no ar! A próxima será a de 01 ano e a ficha vagarosamente começa a cair.

Eu pouco me lembro da rotina de fumante, minha vida mudou em inúmeros sentidos e eu de verdade só tenho alegrias desde então! Quanto coloco na balança o "fumar ou não fumar" vejo que o único motivo que me levaria a acender um cigarro é aliviar uma abstinência que está praticamente enterrada. No mais, só benefícios! De verdade!

Já que toquei no assunto, vamos falar um pouco sobre a minha abstinência. Eu não sei se o desejo de fumar deixou totalmente de existir, mas acredito que aprendemos a conviver um com o outro e sermos felizes! Não é o desejo que eu tinha quando eu era viciada, fissuras nunca mais apareceram, mas vejo que é uma inquietude que as vezes vem me saudar. Assim como surge, vai embora e não causa dano nenhum. Simples assim!

Começo a entrar em um clima de comemoração pelo primeiro ano que está por vir e estou extremamente feliz! Vencer um monstro é uma tarefa muito complicada e que exige demais de nós e eu faço questão de comemorar cada momento!

Vida que segue e eu sou uma Carol muito feliz, como nunca antes!

Até a próxima pessoal!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A foto de 1 ano atrás!



Há algumas semanas eu recebi uma daquelas "Lembranças do Facebook" e a foto do dia me chamou a atenção. Para quem olha é apenas uma janela de um trem, com alguns itens em cima da mesa e mais ou menos isso. Aliás, quando tirei a foto era para ilustrar apenas isso mesmo, que eu estava viajando pela Escócia e que estava tudo bem. Um sinal de vida via rede social para quem estava acompanhando a viagem. Só que a foto vai um pouquinho mais além, ainda que no dia eu nunca pudesse imaginar (ou talvez inconscientemente sim, vai saber!).

Alguns momentos antes dessa foto eu aproveitei que o trem tinha internet e resolvi me conectar um pouco para passar o tempo. Foi então que eu recebi a mensagem das minhas amigas me convidando para correr a São Silvestre. Eu tenho um post aqui no blog que detalha melhor o convite, o meu medo de aceitar e o aperto que me deu em saber que fumando como eu estava eu não iria conseguir, pelo menos não de um jeito agradável (segue o link do post).

Como eu estava com o celular em mãos, após a conversa via whastapp resolvi tirar uma foto ilustrativa da viagem e esse é o resultado. (Aliás, foto bem mais ou menos diga-se de passagem!) Feliz ideia de registrar esse momento!

Hoje, um ano depois dessa viagem e desse convite eu olho para essa foto e penso em como eu não imaginava que foi aí que o "Projeto Parar de Fumar" começou a nascer. Confesso que nessa época o desejo de me tornar ex-fumante já existia, mas faltava sempre o empurrão decisivo para colocar isso em prática. De certa forma esse empurrão foi dado aí!

Por isso que quando essa foto apareceu para mim agora um ano depois eu achei curioso e fiquei agradecida por ter tirado ela nesse dia! Resolvi compartilhar a lembrança por aqui também e mais um pouquinho da história de como eu parei de fumar!

A vida é uma caixinha de surpresas!

Até a próxima pessoal!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Convite para quem quer parar de fumar!

Pessoal,vim compartilhar com vocês uma informação que me deixou muito feliz e que é também um convite para aqueles que querem parar de fumar!

O centro espírita que frequento vai ter agora no segundo semestre uma série de encontros para quem deseja parar de fumar! Seguem as informações!


Divulguem! Divulguem!
Local:
Centro Espírita Irmão X
Rua Eduardo Ferreira França, 664 - Vila Moraes
São Paulo - SP  Fone: 5058-6960


Eu fiquei tão feliz quando vi o cartaz lá no centro! Poxa, quem me dera tivesse isso quando eu parei de fumar, que incrível!

Estou em busca de mais informações do funcionamento desses encontros e assim que eu descobrir coloco aqui para vocês. De qualquer forma resolvi adiantar a novidade, pois assim quem se interessar já vai organizando a agenda!

O que posso adiantar por enquanto é: não precisa ser espírita para participar (assim como em qualquer outra atividade do centro), a atividade é totalmente gratuita e o centro ficará muito feliz com a sua participação. Adoramos a casa cheia!

Pelas "coincidências" da vida eu trabalho na sala de passes no mesmo dia e horário dos encontros (podem ir lá me visitar que ficarei muito feliz com a visita também!). Vou ver como vou conciliar as duas coisas, porque estou super entusiasmada e quero muito participar desse encontro tabagista de alguma forma.

O Departamento de Cursos está de férias agora em julho, assim que eles voltarem vou me informar melhor. Vai ser incrível!

Deixei as informações também na aba "Material de apoio ao ex-fumante" aqui do blog, atualizarei os detalhes por lá também conforme eu souber de novidades. Vou avisando também via Facebook e Instagram (@projetoparardefumar) do blog.

Fica a dica e o convite! Nos encontramos por lá!! 😌

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Domingo é dia de corrida - 10 meses depois

Domingo passado foi dia de marcar presença em mais uma etapa do Circuito das Estações. Já falei dessa corrida por aqui em outras ocasiões e é uma prova que eu gosto bastante, além de considerar um clássico de corrida de ruas.

Foi em uma etapa dessas provas que eu fiz a minha estreia no mundo da corrida de rua, então tenho um carinho especial por ela. Além disso o percurso é bem perto de onde moro, posso ir a pé para a linha de largada, uma coisa nem sempre possível aqui em São Paulo. Por essas e outras que sempre que possível eu tento marcar presença em uma das etapas, ou em algumas, como esse ano em que estive presente na etapa Outono e na Inverno, no último final de semana.

Geralmente essa prova tem dois percuros: 5k e 10k. Do ano passado pra cá a organização incluiu novas distâncias em algumas etapas. Nessa que eu fui domingo além dos 5k e 10k tinha um trecho de 16k e foi nele que resolvi me arriscar, até porque já serviria como um treinamento para a meia maratona que está por vir.

Com frio na barriga, um pouco de medo, 12ºC de temperatura, chuva e vento lá fui eu! Boa parte do percurso era exatamente o mesmo que fiz na São Silvestre, então teve um momento de nostalgia enquanto eu corria. Quer dizer, foi saudoso até eu ver o monte de viadutos que eu tinha que subir e descer e aí lembrei o quanto seria sofrido... hehehe.. mas vamos que vamos!

Além disso, enquanto corria foi passando um filme na minha cabeça sobre todas as vezes que fiz alguma outra etapa do Circuito das Estações. Lembrei de como eu ainda nos 5k olhava o pessoal dos 10k e imaginava que eu nunca faria aquilo. Também me recordei da primeira vez que fiz os 10k e meus olhos se encheram de lágrimas no meio do percurso ("Euzinha nessa distância, uau!") e também pensei bastante no quanto eu sofria para respirar quando corria longas distâncias e achava que teria um piripaque respiratório súbito. Também me recordei de quando de certa forma decidi desistir desse esporte, entre ele e o cigarro o fedorento ganhava em todos os quesitos, bizarramente!

Enquanto pensava nisso e em um monte de outras coisas a quilometragem rodava e quando eu estava por volta do 12 km eu me dei conta de que aquilo era real e eu estava fazendo minha estreia em uma nova distância! Mais do que isso: eu me sentia bem correndo! Eu estava feliz!

Para coroar a minha manhã de corrida tive uma última surpresa ao terminar a prova. Meu tempo! Eu havia diminuído o meu pace (ritmo de corrida) e terminei a prova em um tempo menor do que eu imaginava! Foi uma alegria sem tamanho!

Evolução do meu pace desde que parei de fumar!
Etapa Primavera - 10k; Etapa Outono 10k; Etapa Inverno 16k

Já falei diversas vezes, não me cobro demais quando o assunto é corrida! Lógico, quero um resultado bacana (quem não quer?), mas não sou super exigente comigo mesma, até porque, convenhamos, eu não sou a madame disciplina quando o assunto é treino. Mesmo assim é extremamente gratificante saber que evoluímos! O print acima são das etapas do Circuito das Estações que fiz desde que parei de fumar e é nítido o quanto meu desempenho melhorou nessa vida sem fumaça! Para mim é uma recompensa e tanto ver esse tipo de resultado!

Se os números não mentem, as fotos menos ainda. Encerro esse post com uma breve sessão de fotos minhas em outras etapas dessa mesma prova. Vocês vão concordar comigo, entre a primeira foto (fumante) e a última (não fumante - 10 meses livre de cigarro) alguém tem alguma dúvida de que a corrida ficou mais prazerosa?  
Respire Carol e seja feliz!
Até a próxima pessoal!

Fumante (14 anos de fumaça)

Ex-fumante (06 meses sem fumaça)

Ex-fumante (10 meses sem fumaça)


quinta-feira, 29 de junho de 2017

10 meses!



Hoje completo 10 meses sem fumar! Inacreditável! Que alegria!

O pior já foi, há muito tempo que se foi, mas eu não me considero ainda uma ex-fumante. Sou bastante cautelosa com isso, nunca se sabe o que esse vício pode estar planejando contra mim. Estabeleci que só a partir dos 12 meses vou me declarar totalmente ex-fumante, por enquanto digo que estou no meio do meu Projeto Parar de Fumar!

De qualquer forma, me sinto segura em dizer que já tenho uma rotina muito mais ligada ao mundo sem fumaça do que antigamente. O olhar de fumante em algumas situações ainda permanece, mas o processo todo está muito recente para eu exigir uma vida 100% nova, não é mesmo? Ainda chego lá, tenho certeza, mas vamos aos poucos, um passo de cada vez sem correr o risco de eu me perder!

O contador do QuitNow! aponta que eu deixei de fumar quase 5.000 cigarros e economizei quase R$ 2.000,00 nesse tempo todo. Esses números impressionam bastante! Fico imaginando essa quantidade de bitucas todas juntas e... uau... é cigarro, hein? Haja pulmão! E olha que quando parei eu já não fumava tanto quanto em outros tempos.

Sigo aqui firme, confiante e cada vez mais feliz com esse feito! Reforçando o que eu sempre digo: eu achava que nunca mais teria felicidade na vida sem o cigarro... muito pelo contrário, é vida que segue de forma muito mais leve e feliz!

Rumo ao primeiro ano - está chegando!!

terça-feira, 27 de junho de 2017

O anticoncepcional e o cigarro!



Eu sempre digo que não foi um único motivo que me levou a parar de fumar, mas sim a somatória de diversos fatores. Um deles foi o problema no uso de pílula anticoncepcional e hoje falarei sobre isso. (Em nota, me sinto a menina do "13 reasons why"... hahaha... "pílula, hoje é a sua fita").

Desde a primeira vez em que procurei minha médica para pedir um anticoncepcional ela foi muito enfática dos perigos da combinação pílula+cigarro. Ela sempre me dizia que era uma espécie de roleta russa e ela tinha muito, mas muito receio mesmo do que isso poderia resultar. Eu prometia que estava em busca de uma maneira de parar de fumar, que ela poderia confiar, mas na verdade aquele tempo todo eu nunca fiz algo concreto para abandonar o vício. Achava que poderia ser exagero da parte dela, mas no fundo eu via que a preocupação era verdadeira. De qualquer forma insisti e contra tudo e todos passei a tomar a pílula anticoncepcional.

Alguns anos depois uma menina que trabalhava junto com o meu namorado (hoje meu marido) teve um AVC. Ela tinha uns 30 e poucos anos e o caso dela deixou todo mundo bastante assustado e comovido. Não conhecíamos muitos casos de derrame em pessoas tão novas. Logo soubemos o que eu imaginava que seria: aquele AVC era o resultado do uso de anticoncepcional e cigarro.

Eu já deveria estar com a pílula por uns 3 ou 4 anos e fiquei com medo. Somando isso com vários outros fatores conversei novamente com a minha médica e optamos por mudar o meu método anticoncepcional. Por ser tabagista eu não tinha lá muitas opções, mas decidimos pelo DIU. Ele teria a validade de 05 anos e no dia em que coloquei ele fiz uma promessa que ficou no ar: "o dia que eu tirar ele eu paro de fumar".

Alguns meses depois que deixei a pílula uma prima minha me procurou. Ela também era tabagista e estava muito triste. Uma conhecida dela de 20 e poucos anos teve um derrame resultante da combinação de cigarro e pílula. Nesse caso então o AVC foi gravíssimo e a menina nunca mais se recuperou. Minha prima estava apavorada e comentei com ela que eu tinha decidido trocar de método justamente pelo medo (fumante é tão cara de pau que ao invés de abandonar o cigarro e continuar a vida, não, procura um caminho totalmente alternativo para não ter que deixar de fumar!)

O tempo passou e em agosto de 2016 lá estava eu e minha médica no consultório de novo. Era a hora de tirar o DIU. Eu ainda não pretendia engravidar, mas colocar um novo DIU e tirar antes de 5 anos não me parecia a melhor opção. Minha ginecologista deixou bem claro nessa consulta que ela não ia me dar a opção da pílula de novo. Começamos a pensar em ouras alternativas e eu mesma pensei "Porra! Olha a confusão, a dificuldade, os riscos... não é mais fácil eu parar de fumar?". Além disso eu havia deixado no ar uma promessa de parar de fumar quando o DIU fosse embora.

Foi nesse dia que anunciei, pela primeira vez, que eu ia tentar parar de fumar. Eu falei com tanta convicção e foi tão sincero que notei pelo olhar da minha médica que ela sabia que não era mais uma das promessas em vão. Eu falava sério - seríssimo. Essa consulta foi dia 20 de agosto de 2016 e alguns dias depois eu parei de fumar. Quando voltei ao consultório em setembro foi um festerê comemorativo. Eu havia conseguido! (tem até post dessa data aqui, só não quis entrar em tantos detalhes na época)

Eu sempre achava que era exagero da minha ginecologista, mas a combinação cigarro e pílula é perigosíssima. Eu não me arriscaria de novo e fico realmente muito preocupada quando alguma tabagista me conta que usa essa forma de anticoncepcional. É a tal da roleta russa que minha médica dizia e eu tinha tanto medo de ter um problema resultante da combinação disso que achei mais fácil parar de fumar.

Quando eu digo que foi uma combinação de fatores que me fez decidir largar o cigarro de vez, o caso do anticoncepcional foi uma delas e podem ter certeza que pesou muito na minha decisão. Fica aqui a minha história e o meu alerta.

Até a próxima pessoal!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Saudades! Será essa a palavra?



Dia desses eu estava com um acúmulo tão grande de atividades que pensei comigo mesma: "Queria ter um cigarro agora, só para largar tudo o que eu estou fazendo e me dar 5 minutos sem pensar em nada".

Na sequência fiquei com peso na consciência por ter pensado assim, mas no fundo eu sabia que era verdade. Não encontrei ainda um substituto que me permita largar tudo que estou fazendo e abstrair completamente os meus pensamentos por alguns minutos. A pausa do cigarro era como entrar em uma realidade paralela e depois voltar. Por outro lado eu sei que se tivesse um cigarro disponível eu não iria fumar. A vontade não é da química, eu não fumaria e não tenho vontade nenhuma do gosto daquilo. O que eu queria era a pausa, somente isso.

Conversei com outros ex-fumantes e encontrei a definição que melhor pode descrever isso: Saudades!

Tudo se confirmou quando na semana seguinte fui viajar. No hotel não pude deixar de notar que na varanda do meu quarto era permitido fumar e que na época do tabagismo eu ia achar incrível ter a permissão de fumar tão perto do quarto e, mais ainda, com aquela vista linda. Ao longo do passeio também percebi que todos os outros hotéis ofereciam varandas com cadeiras e cinzeiros e não pude deixar em pensar na sorte dos tabagistas em não ter que passar por um perrengue para fumar no hotel.

De novo, horrível isso. Ainda observo, mesmo que não na mesma frequência de antes, onde vende cigarro, onde pode fumar... afinal de contas, passei 14 anos da minha vida fazendo isso, meu olhar ainda se volta a esses pequenos detalhes.

Eu observava isso (está vendo o cinzeirinho ali?)...

... enquanto caminhava nisso! Loucura!

Ainda sobre a viagem, assim que retornamos à São Paulo, muitas e muitas horas de voo depois, logo que saí do aeroporto olhei para a área de fumantes e também me passou pela cabeça como era um sentimento incrível poder aliviar o vício depois de tantas horas de abstinência. O voo era sofrido, mas o cigarro na calçada do aeroporto era tão compensador, dava uma sensação maravilhosa.

De novo: saudades! De novo: peso na consciência por ter esse tipo de pensamento!

Esse sentimento é completamente diferente da fissura. Fissuras são péssimas, angustiantes, sofridas. Esse saudosismo não, trata-se apenas de uma coisa hipotética (seria, gostaria, adoraria, ia, ia, ia...), mas depois me volto ao que estou fazendo e vida que segue. Sem dor, sem tristeza, somente uma pontinha de remorso por pensar no fedidão de um jeito nostálgico.

Acabo por achar tudo isso muito maluco, pois é confuso ter saudades de uma coisa que não me agrada mais, que não quero para mim e que, mais ainda, só me traria tristeza e frustração se acontecesse. Além disso, minha vida melhorou e eu sei disso, porque eu sinto isso de diversas formas, então não faz sentido nenhum ter saudades. Tragam a camisa de força. Já!

O vício é uma coisa tão maluca que ele mesmo faz a gente esquecer o lado ruim da história - que digamos, era 99,9%. Ele nos faz lembrar somente dos momentos de prazer (se é que podemos dizer assim, pois quando parei de fumar percebi que esse momento de prazer era uma pura ilusão). Enfim, no aguardo da camisa de força hehehe

Como eu disse, foram muitos anos doutrinando meu olhar para o mundo dos fumantes, vou levar um tempo para esquecer completamente isso ou talvez eu nunca esqueça completamente, não sei.

De qualquer forma achei que valia o registro dessa insanidade por aqui! Nada desesperador, só tem me chamado a atenção há algum tempo. Algum ex-fumante pode me dar uma luz? Já passaram por isso? Coisa doida, eu hein!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Ultramaratona Bertioga-Maresias

Faz tempo que queria falar por aqui sobre a Ultramaratona Bertioga-Maresias que participei no mês de maio! Quem me acompanha pelo instagram viu as fotos, os vídeos, mas o relato do evento até então nada. Pois bem, demorei porque tinha reservado para dar mais detalhes sobre o assunto no meu collab mensal no blog Hey I am Lili.
O texto foi ao ar na última semana e é com muita alegria que deixo o link por aqui também para vocês acompanharem mais detalhes de uma das corridas mais incríveis que já tive o prazer de participar!
Quem sabe um dia não encontro outros corredores para montar uma equipe de ex-fumante para fazer esse revezamento também? Seria fantástico!!
Deixo aqui para vocês o link do texto - também dá para acessar clicando na imagem abaixo.
Comentem por lá, é sempre uma alegria saber que tenho visitantes no HIAL também!
Espero que gostem!
Até mais pessoal!
Carol


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Passada rápida!

Passada rápida por aqui apenas para dar sinais de vida!
Anda tudo tão corrido e tumultuado ultimamente, socorro! Parece que tem épocas na agenda em que tudo resolve acontecer ao mesmo tempo e acaba que passo dias e semanas tentando apenas sobreviver ao caos. A foto abaixo define bem o meu momento atual hehe



Quando tudo está um caos o melhor a se fazer é uma piada besta e vamos em frente!
O lado bom é que na próxima semana terei uns dias de folga no trabalho - yeah - o que de certa forma também explica um dos motivos da minha vida estar tão caótica esses dias!
Depois da minha primeira hospedagem em hotel como ex-fumante, primeira viagem de avião também nessas condições, agora terei o combo disso tudo em uma viagem de alguns dias! Não vejo a hora! Depois conto tudo aqui para vocês!
Quanto ao cigarro... já falei pra vocês, se não fosse pelo blog ele seria um assunto esquecido e enterrado em um passado não muito distante. De qualquer forma é bom estar sempre alerta, nunca se sabe.
Espero passar por aqui de novo antes da viagem chegar! Tem tanta coisa acontecendo que daria para eu escrever um livro, mas aos poucos vamos nos atualizando!
Quem quiser sinais vitais mais rápidos, só me procurar lá no Instagram (@projetoparardefumar) ou na Fanpage no Facebook!
Vamos que vamos, rumo aos 300 dias limpa do cigarro! (eu fico besta com esses números!)
Até mais pessoal!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Vício e Virtude - por Francisco Daudt

Dia desses me deparei com um texto do Francisco Daudt que não saiu da minha cabeça desde então. O texto tem caráter político, mas descreve o vício de uma maneira que achei genial e nunca havia pensado dessa forma. É por esse motivo que o texto está aqui hoje! Deixo as palavras de Francisco Daudt com vocês. Espero que gostem (eu amei!).


Vício e Virtude
(Francisco Daudt)


Corrupção não é apenas roubo, suborno, propina, trapaça, compra e venda de autoridades, enfim, todo esse desfile de horrores a que temos assistido ultimamente. Corrupção também significa apodrecimento, deterioração, decadência, desagregação, aquilo que acontece com os cadáveres e com as casas que não recebem manutenção. Há um interessante documentário, “O mundo sem ninguém” (Life after people), que mostra o que aconteceria ao planeta se os humanos desaparecessem de uma hora para outra: em poucas décadas as construções e outros vestígios de nossa passagem estariam corrompidos pela água e pelas plantas, seguindo a lei física da entropia que tudo conduz à geleia geral.
Da mesma maneira que acontece com a corrupção, o principal significado de vício não é a adição a substâncias psicoativas, mas sim a tendência a praticar atos nocivos ou indecorosos. A tendência a corromper, a danificar, a destruir. A tendência ao mal. Em termos estéticos, o ato vicioso é deforme, decadente, feio, repugnante.

Por contraposição, a virtude é a conformidade com o bem, com a excelência moral ou de conduta, é dignidade, é construção, pois o ato virtuoso é edificante, estruturante. Em termos estéticos, o ato virtuoso é belo, admirável, inspirador.
Agora vem a pior parte: o vício é fácil e a virtude é difícil. A inércia é viciosa; a virtude é trabalhosa. Largados, enfeiamos, engordamos, amolecemos, deterioramos. E todos sabemos o investimento que significa estar em forma, cuidar-se. Destruir é infinitamente mais fácil que construir. Qualquer idiota quebra os vitrais de uma catedral e a deixa emporcalhada com pichações em dois minutos, enquanto ela levou séculos de trabalho árduo, de inteligência e de arte aplicadas para ser erguida.
Não há dor maior do que a perda de um filho jovem por acidente ou crime: em um segundo esvanecem-se anos de dedicação, noites insones, amor, zelo, carinho, milhares de pequenos atos virtuosos que investimos naquele ser.
Ou seja, o vício sempre sai em vantagem sobre a virtude, pois ele conta com a tendência natural ao menor esforço, ao enriquecimento rápido, à euforia instantânea, ao imediatismo, ao princípio do prazer barato e raso.
É como se a virtude fosse sempre resultado de uma decisão consciente e de um empenho esforçado, enquanto o vício precisa de muito pouco para prosperar. Ele é como a gravidade no castigo de Sísifo: está sempre à espreita, esperando o momento em que paramos de empurrar a pedra ladeira acima para entrar em ação.

E a virtude? Conta-se que um frade perguntou o que faziam a dois pedreiros durante a construção da Notre Dame de Paris. O primeiro disse que assentava uma fileira de tijolos. O segundo olhou em êxtase para o céu e respondeu: “Construo uma catedral!”
Para que a virtude prospere precisamos ser os dois pedreiros ao mesmo tempo: persistentes em nossos pequenos atos virtuosos de cada dia, assentando tijolo por tijolo, dente escovado e banho tomado, sabendo que amanhã tudo recomeça. E precisamos ter em mente a beleza de nossa catedral, a felicidade de nossos filhos, a integridade de nosso país.

O texto está em seu original, sem alterações por parte da autora desse blog. Texto retirado do link: http://www.franciscodaudt.com.br/vicio-e-virtude/#.WSx0c2jyvIU em 29 de maio de 2017.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Dia Mundial Sem Tabaco!




Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco!  É a primeira vez que passo por essa data como ex-fumante.

Quando eu fumava eu me lembro que sempre havia um momento no ano em que a mídia falava do cigarro, dos malefícios e todo aquele puxão de orelha com o qual eu já estava cansada. Era frequente eu estar em casa em determinado dia e em algum momento passar na TV alguma reportagem sobre o cigarro. Eu me esquivava discretamente ("vou ao banheiro e já volto"), indiscretamente (risadinha constrangida e tchau pra vocês) ou fingia que nada daquilo era comigo (quem nunca?).

Agora como ex-fumante descobri que o dia do constrangimento tem um nome e frequência e é o Dia Mundial sem Tabaco celebrado em 31 de maio! A data foi estipulada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e no Brasil o responsável pela programação e divulgação é o INCA (Instituto Nacional do Cancer).

Nunca me aprofundei muito para saber os eventos relacionados ao 31 de maio e tudo mais, vou prestar bastante atenção hoje para ver as ações promovidas nesse dia especial. Possivelmente há aqueles que escolheram esse dia específico  para parar por um simbolismo e tudo mais. Como eu só tomei conhecimento a respeito do Dia Mundial Sem Tabaco depois que eu parei de fumar não sei muito o que pode acontecer.

Enfim, estou ansiosa pelo que há por vir. Talvez não aconteça nada de especial, afinal de contas não é o "dia mundial do ex-fumante", mas estou feliz mesmo assim e essa data não vai passar batida mesmo!

A todos os ex-fumantes que passarem por aqui, dedico esse post a vocês! Guerreiros, enfrentamos um vício pesado, somos vencedores e merecemos comemorar não só hoje, mas todos os dias para sempre! "Só por hoje não vamos fumar", mas vamos comemorar e aproveitar para reforçar nossa decisão! E vamos em frente! Feliz dia!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

9 meses!




Nove meses sem o cigarro! Quem diria!

Se fosse uma gestação o bebê estaria prestes a nascer... rs... e tecnicamente parar de fumar é um parto mesmo que dura meses e meses! Esse assunto me faz lembrar que a minha ideia original era parar de fumar o dia em que eu descobrisse que estava grávida, ou seja, se eu realmente tivesse feito isso, agora eu estaria em uma encruzilhada, pois nascendo o bebê de certa forma eu já estaria livre para voltar ao cigarro. Grandes chances de recaída, eu diria. Porém, nada disso foi necessário, parei antes, no momento nenhum bebê dentro de mim e muito menos uma previsão disso acontecer. A recaída também está fora de cogitação, então é vida que segue!

Hoje não depender do cigarro já é normal pra mim. Já disse várias vezes, se não fosse o blog eu possivelmente nem lembraria muito desse assunto - mas eu adoro escrever aqui, então vocês vão ter que me aguentar hehe e também não é tortura nenhuma lembrar do cigarro, tudo tranquilo!

Nunca mais sonhei que estava fumando, nunca mais tive fissuras (ufa!), não sinto vontade de soltar fumaça e nem nada nada nada nada relacionado ao tabagismo. Maravilha! Espero que continue assim para sempre!

Sigo feliz, eu me sinto muito bem, cada vez melhor! Continuo comemorando cada dia de liberdade e cada mês também, simbora comemorar mais um! Feliz nove meses para mim!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

No carro de um fumante!



Hoje entrei em um carro de um tabagista pela primeira vez desde que parei de fumar. Quer dizer, exceto pelo meu carro - que agora é um veículo também livre de fumaça. De qualquer forma, acho que deu para entender: primeira vez em um automóvel de um tabagista em atividade.

Fedido!
Horrível!
Blah!
O cheiro é realmente muito forte. MUITO FORTE!

Sabem também o que me chamou a atenção? A condutora desse automóvel em questão costuma fumar menos dentro do carro do que eu fumava no meu quando eu era tabagista. Aí fiquei imaginando o verdadeiro cheiro que o meu carro não tinha!

Lembrei das tentativas, hoje vejo que idiotas, que eu usava para tentar disfarçar a fedentina do meu carro quando ia dar carona, ou por qualquer motivo que fosse. Andava um pouco com os vidros abertos, borrifava algum spray aromático e achava que já estava mais discreto. Que inocência!

Também veio aquele peso na consciência quando eu pegava emprestado o carro do meu irmão e eu fumava "só um cigarrinho" lá dentro (leia-se meio maço). Quando devolvia ele ficava uma fera comigo e eu insistia que "Magina, não fumei lá dentro. É impressão sua". A Carol fumante era muito cara de pau mesmo! Ao meu irmão, desculpas públicas nesse blog e ao meu pai também, que embora nunca tenha reclamado pra mim, com certeza sentia a fedentina (tadinhooo... aiii que remorso!) 🙈

Fiquei impressionada com o cheiro que senti hoje. Além de tudo, desde que parei de fumar o meu olfato ficou super apurado, então realmente foi bem chocante. Desde que parei de fumar eu já reclamei diversas vezes que o cheiro do meu carro me incomodava... mas olha... depois de hoje eu vejo que o meu já está quase purificado. E está mesmo!

Enfim, fica aqui o post rápido, de último minuto, mas como acabei de passar por essa experiência não resisti e entrei rapidinho aqui pra contar. Fiquei impressionada e precisava fazer um desabafo rápido.

Até a próxima pessoal!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ex-fumante e ex-friorenta



Das descobertas inusitadas que o parar de fumar me trouxe, deixar de sentir tanto frio foi uma das mais interessantes - e agradáveis também!

Os dias mais frescos já chegaram em São Paulo há algum tempo e embora ainda não tenhamos recebido aquelas frentes frias de derrubar as temperaturas, já tivemos algumas noites mais refrescantes e alguns dias de céu aberto e vento gelado. Aos poucos as regatas e roupas leves do meu guarda-roupa vão abrindo espaço para as mangas compridas, calças mais quentes e até as botinhas começaram a dar o ar da sua graça na minha sapateira.

Foi em uma noite dessas que reparei que embora o termômetro marcasse 15ºC, eu estava tranquila e minhas mãos não pareciam um bloco de gelo. Foi aí que me dei conta que já há algum tempo eu não encaro o frio da mesma maneira que sempre foi.

De tudo que poderia alterar em mim na nova vida sem o cigarro, está aí uma coisa que eu nem tinha pensado a respeito. Claro que minha relação com o frio mudaria! Em primeiro lugar, agora as janelas da minha casa podem ficar todas fechadas. Aliás, essa foi uma descoberta dos meus primeiros meses sem fumar que já achei sensacional (segue o post). Além disso, eu não preciso ficar o tempo todo exposta ao tempo (chuva, vento, garoa...), com isso eu me mantenho sempre quentinha. A janela do meu carro também está sempre fechada e assim me protege das baixas temperaturas e ventos frios.

Sempre fui muito friorenta e, consequentemente, sempre detestei o inverno. Admito que eu ainda prefiro os dias mais quentes, mas agora percebo que encarar as baixas temperaturas não é mais uma tortura. Aliás, chega a ser interessante, ficar em um local fechado, curtindo um capuccino, chocolate quente ou seja lá o que for, mas na certeza de que ficarei lá e não precisarei sair para fumar. É gostoso pensar assim e melhor ainda é não ser um bloco de gelo ambulante ao toque do menor vento gelado.

Pelo visto a minha relação com o inverno vai mudar bastante e fico entusiasmada para viver essa estação do ano de uma maneira completamente diferente do que sempre foi.

Winter is coming? Pode vir, estou preparada!



sexta-feira, 19 de maio de 2017

Parar de fumar engorda? - Teste da balança 8 meses depois

Se tem algo que assusta, que polemiza e que complica bastante a decisão de parar de fumar é o medo de engordar. Eu tomei a decisão de largar o vício meio de supetão assim, sem pensar muito, porque certamente se eu lembrasse dessa questão do peso eu teria pensado duas vezes antes de parar. Melhor dizendo, eu pensaria umas 10 vezes. Ainda bem que eu só fui lembrar disso algum tempo depois de ter parado.

Quem acompanha o blog viu que eu me pesei nos primeiros três meses quando parei de fumar (só procurar no blog a série de posts "Teste da Balança"). Agora passados 8 meses e meio eu vim contar para vocês o que aconteceu comigo. Vou falar um pouco das diferenças que senti em mim esse tempo todo e também sobre outras coisas que eu li a respeito do assunto. Vamos lá?

Metabolismo
Eu li que um dos motivos da alteração de peso no ex-fumante é porque o metabolismo fica mais devagar. Não tenho aqui o embasamento científico nem sei citar uma fonte confiável para essa informação. Eu senti sim que meu metabolismo mudou completamente. Ficou mais devagar e, consequentemente, passou a gastar menos calorias no dia-a-dia do que na minha época tabagista.

Absorção de nutrientes
Há uma outra hipótese por aí de que ex-fumantes engordam, pois toda a química do cigarro faz com que o corpo absorva menos nutrientes dos alimentos. Com isso, depois que largamos o vício, o corpo passa a absorver de forma mais completa tudo o que consumimos e, assim, mais energia acumulada.
Não sei se é verdade, também não tenho o embasamento científico aqui para comprovar. De qualquer forma, achei que essa explicação faz sentido.

Sabor dos alimentos
Dizem também que o ex-fumante engorda porque a comida fica mais saborosa (até hoje aguardo ansiosamente sentir esses sabores). Também dizem que engordamos porque precisamos manter nossa boca ocupada, então estamos sempre beliscando alguma coisa. A terceira hipótese é de que nosso paladar muda e passamos a gostar de alimentos que até então não ligávamos muito antes.

Eu virei uma formiguinha. Antes eu não ligava muito para doces, mas hoje eu não consigo passar um dia sem comer um docinho que seja. Além disso, eu desenvolvi um péssimo hábito de consumir balas desesperadamente. Virou uma espécie de compulsão. Ainda que no começo eu tentava me concentrar apenas nas versões "sugar free", ultimamente eu desandei a comer qualquer balinha que seja Eu sempre fui fã de balas, mas não do jeito que estou agora. Parece que descobri onde está a minha válvula de escape, não é mesmo? Preciso dar um jeito nisso urgentemente.

Teste da balança
É com muito alívio e alegria que conto aqui para vocês que eu não engordei!
Posso repetir? É tão bom falar isso:
EU PAREI DE FUMAR E NÃO ENGORDEI!!!!!
Hoje tenho o mesmo corpo e medidas que tinha na época em que eu era fumante!
Admito que levei um tempo para adaptar o meu corpo aos meus novos hábitos e à minha nova vida. No começo a ansiedade sem o cigarro me fez ganhar alguns quilinhos sim. Percebi onde eu estava esculhambando, reajustei ao cardápio e logo no terceiro mês voltei ao peso inicial. Hoje é vida normal, sem segredos e sem mistérios.
Em nota, a prática de atividades físicas me ajudou por demais nesse processo. Eu até tentei colocar aqui, mas são tantos os pontos a respeito disso que achei que merecia um post a parte. Vou providenciar um a respeito disso (e dá-lhe promessa literária)

Hoje vivo bem, entendo meu corpo de uma maneira completamente nova e sou muito mais feliz assim!
Ufa! Mais um desafio superado nessa vida sem fumaça.
E vamos que vamos! Até a próxima pessoal!


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Filme 28 dias

No final de semana passado meu marido e eu assistimos o filme "28 dias".
De modo geral o filme se passa em uma clínica de reabilitação para viciados em drogas. A protagonista tinha problema com álcool, mas os demais personagens tinham diversos tipos de vício: heroína, cocaína, medicamentos e tudo mais o que se pode imaginar. Dentro da clínica nenhum tipo de droga era permitida (claro!), nem remédio para dor de cabeça, nada. Sexo também era proibido. A única coisa liberada era o cigarro e eu achei aquilo bastante irônico, mas enfim.... taí uma clínica que não serviria para a minha dependência hehe
Eu sempre gostei desses filmes que falam sobre dependência química e depois que parei de fumar passei a gostar mas ainda. De certa forma me conforta ver outras histórias, ver que eu não estou louca, que foi difícil mesmo, que não é exagero. É bom saber que não estou sozinha nesse barco.
Ao longo do trama os pacientes em tratamento conversam sobre os vícios de cada um e o impacto que isso teve na vida deles. Os arrependimentos, os problemas causados e todas as consequências da droga na vida de uma pessoa. Como não poderia deixar de ser, também mostra a dificuldade que eles têm durante a abstinência, cada um ao seu modo e cada um com a sua droga. Teve uma frase no meio de tudo isso que me chamou a atenção:



Eu não estou comparando o tabagismo com um vício em álcool ou outras drogas mais pesadas (se puder falar assim), mas eu acredito que o processo de abstinência, sobretudo nos primeiros dias, é muito cruel com um dependente químico seja lá o vício que for. É a verdadeira sensação de inferno dentro de nós. Eu pensei nessa frase tantas vezes. As vezes eu olhava as pessoas e pensava "você não imagina o inferno pelo qual estou passando". Eu hein!
Ao longo do filme também os personagens vão conversando sobre o que fez eles pararem, por qual motivo e e circunstância eles perceberam que aquilo que eles faziam não dava mais.


Que o cigarro ia me matar eu sempre soube, talvez o que define melhor o dia em que dei o grito de liberdade seja "Isso não é um jeito de viver". Não poder fazer o caminho de volta pra casa que eu quero? Não poder viajar de avião sem sofrer? Evitar pessoas? Sair no meio da madrugada em busca de cigarro desesperadamente? Que vida é essa?
Eu não classificaria esse filme como "Comédia Romântica", conforme estava no catálogo da Netflix, no entanto também não consideraria um daqueles filmes sobre drogas super pesados como o "Bicho de 7 Cabeças" ou o "Christiane F.", mas é um bom filme para se pensar no assunto. Claro que trata tudo de uma forma mais romântica e imagino que uma rehab não deve ser tão colônia de férias como foi retratado lá, mas achei que valeu a pena assistir e fica aqui a minha dica!
Se alguém já viu me conta e quem assistir depois quero saber o que acharam!
Espero que gostem!
Até a próxima pessoal!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Beber sem fumar - 08 meses depois


Faz tempo que não falo a respeito de bebida e cigarro por aqui e vejo que esse é um tema sempre muito complicado na vida dos atuais e futuros ex-fumantes. Aliás, no processo todo acho que a parte de álcool e tabaco sempre será um dos pontos mais delicados de todos. Pelo menos na minha experiência por aqui.
Estou há mais de 08 meses sem fumar e já sinto confiança em dizer que bebo sim tranquilamente, sem saudades do cigarro, sem sentir a necessidade dele e tão pouco sem lembrar que ele e a bebida eram uma boa combinação.
Eu sofri muito no começo, fiz até um desabafo aqui no blog e coisa e tal (segue o link!), achava que nunca mais ia ser capaz de beber sem lembrar do cigarro, que eu seria infeliz, dor, tristeza, etc. Com o passar do tempo me acostumei com a situação, tolerava super bem, mas sempre me dava um receio de a qualquer momento a bebida me convencer de que um cigarrinho não me faria mal e ter uma recaída.
Hoje encontro-me em um momento em que algo dentro de mim me diz que bebida e cigarro eram uma combinação que eu achava maravilhosa, mas não me lembro bem como era isso. Não sinto vontade de testar e não é por medo, mas por falta de vontade mesmo. Inacreditável! Até eu estou c-h-o-c-a-d-a com essa conquista!!
Também percebi que no final das contas era tanta fumaça com a cerveja que eu mal sentia o gosto do que eu estava bebendo, ou ao menos não sentia da maneira como eu sinto hoje e taí uma descoberta fantástica. Só depois de parar de fumar eu passei a sentir exatamente o gosto da cerveja e se meu paladar não mudou muito na questão da comida, com a bebida ele teve todas as alterações possíveis - todas para melhor!
Em nota, dei uma lida no meu primeiro post em que bebi sem o cigarro e eu não reconheço mais a pessoa que escreveu aquilo. Eu não penso mais daquele jeito e eu tenho certeza absoluta, a minha mudança foi para melhor!
Que bom que eu não caí na armadilha do "um cigarrinho só quando eu beber", que bom que eu insisti em não fumar (nem um traguinho) e que bom vivenciar essa situação que eu achava que era uma das mais impossíveis. Eu bebo e não fumo e sou muito mais feliz assim!
É possível beber sem fumar como ex-fumante, mais do que isso, sem lembrar do cigarro e sem querer um! Ufa. Mais um desafio superado nessa jornada sem fumaça!
Até a próxima pessoal!


Hoje eu consigo beber sem fumar

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Um festival de música sem bebida alcoólica! Oh, wait!

O post de hoje está lá no Hey I am Lili!!

Uma palhinha para deixar vocês curiosos!

Logo no meu primeiro mês sem o cigarro eu fui em um festival de música (para ler o post sobre ele clique aqui). Na época, embora eu me sentisse forte e bem para encarar a missão, eu sabia que seria difícil. Como eu sempre digo, dificuldade não significa impossibilidade: encarei o desafio e saí vitoriosa!
No mês passado, 07 meses desde que parei de fumar, quem me aguardava dessa vez era o Lollapalooza Argentina. Além da preocupação de recaída por se tratar de um ambiente altamente convidativo para o tabagismo, eu estava em Buenos Aires, uma cidade que sempre me chamou a atenção pela imensa quantidade de fumantes por metro quadrado. Seria fácil cair em tentação.
Por ironia do destino, para facilitar o meu lado, a venda de álcool era proibida no festival. Isso ajudou, pois algum "erro na mão da dose de cerveja" poderia, quem sabe, deixar as coisas mais complicadas para o meu lado.
Aliás, um adendo aqui: eu fiquei tão chocada com o fato de não vender cerveja que fui pesquisar e descobri que existem casos mais radicais. No Lollapalooza do Chile além de não vender bebida alcoólica, é proibido fumar lá dentro! Mesmo se tratando de um local aberto! Então se você parou de fumar, quer ir no Lolla e tem medo das tentações, sugiro encarar um Lolla Chile... haha

Confira  no  Hey I am Lili o post completo sobre minha aventura no festival argentino!
Nos encontramos por lá!

Olha a chamada do meu post lá no blog, que belezura! 



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