segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Primeiro dia

Hoje acordei com um frio na barriga que há tempos eu não tinha.
Assim começou o meu primeiro dia sem cigarro!
Por enquanto não foi tão torturante quanto eu achava que seria, mas posso dizer que foi estranho.
A rotina foi a de sempre: acordar, tomar banho, me trocar, pegar o jornal e o café e sentar no mesmo lugar de sempre, só o cigarro que não foi aceso.
Como eu sabia que hoje seria minha estreia em um mundo mais saudável, ontem a noite tirei o cinzeiro de vista e também tudo o que me remete ao cigarro do meu campo de visão. Isso ajudou, sentei, li as notícias e tomei meu cafezinho.
Sobrou comigo meio maço e um isqueiro, resolvi não jogar fora. Não é para emergência não, fiquem tranquilos, mas é para eu me lembrar de um passado que eu não quero que retorne.
Agora estou no trabalho e beber bastante água e mascar chiclete tem me ajudado.
No meu trajeto para cá eu andei pensando em como esse vício é psicológico. Pensei que, como fumante, se até agora eu não tivesse fumado por alguma eventualidade (reunião, esqueci o cigarro, ou qualquer outro motivo) eu estaria bufando e muito irritada. Acredito que por saber que não fumei por opção minha, não me deixou nada nervosa. Humores normais, só o frio na barriga que persiste em me acompanhar.
No lugar da raiva e nervosismo, que eu achava que eu teria, o que de fato me acompanha é uma tristeza. Uma constante vontade de chorar que não sai de mim. Não é nem pela minha nova condição, mas sim por pensar em como consegui chegar nesse ponto!
Uma coisa que me chamou a atenção, nessas poucas horas, é que pela primeira vez eu sinto o cheiro do meu perfume. Claro que meu olfato não está tão bom quanto ficará, mas é engraçado sentir um cheiro diferente. Por falar em odores, o cheiro do meu carro me incomodou bastante, vou providenciar uma higienização urgente.
Por enquanto, só meu marido e duas amigas sabem oficialmente dessa minha decisão. Minha médica será informada muito em breve. Não sei, mas acho que se eu sair contando para todo mundo vou me sentir cobrada e eu quero enfrentar tudo isso sem muita pressão, já não basta lidar com toda a mudança, aguentar as pessoas me perguntando não deve ser uma boa. Fora que não quero ficar conversando sobre esse assunto, tem muitas outras conversas que podem me distrair.
E vamos lá, força. As primeiras 4 horas já passaram e ainda tenho muito chão pela frente!

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