terça-feira, 21 de novembro de 2017

Prova de fogo, digo, de água!

Que saudades de passar por aqui, como é bom voltar a escrever no blog!

A parte pseudo cômica ser ex-dependente-de-qualquer-coisa é que na primeira sumida a sensação que dá é que a pessoa teve uma recaída. Fiquem tranquilos! Continuo bem, firme e forte e com milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, ou seja, no meu normal.

Do último post para cá muitas águas rolaram, inclusive literalmente. Passei por uma espécie de prova final da minha paciência e, porque não, do cigarro também. Foi aquela prova do tipo "se o mundo desabar tenho certeza que não é isso que vai me fazer voltar a fumar". Vai sentindo o drama!

Chega de enrolação e vamos direto ao assunto. No último dia em que eu escrevia um post para esse blog, no exato momento em que eu digitava e diagramava e sonhava com as férias que estavam por vir, águas rolavam por andares e andares do prédio onde será minha futura residência.

Sim, enquanto eu separava as roupas para minha viagem e comemorava as tão sonhadas férias, um cano jorrava água dentro do apartamento que passei o ano inteiro reformando. Sabe como descobrimos que o cano estourou? Porque o vazamento atingiu a casa do vizinho. Não... não o vizinho debaixo... o vizinho debaixo do debaixo, porque o vizinho entre nós dois estava viajando e, consequentemente, não pode nos alertar do vazamento.

Ou seja, águas rolaram dois andares do prédio por dias e dias inundando totalmente a minha reforma, bem como o apartamento do casal abaixo de mim e toda a marcenaria e parte dos móveis deles.

Sabe desenho animado, quando abrem a porta e sai por ela água, peixe, aquário, guarda-chuva e toda uma cachoeira de coisas junto? Foi mais ou menos assim.

Gente... sério... foi muito trágico!

Desnecessário dizer que eu  fiquei sem reação quando a notícia chegou até mim. Depois vieram as reações e, dramática que sou, foi algo bem trágico cruzar comigo nos dias que seguiram a notícia do tsunami da casa da Carol.

Eu tenho uma amiga sempre e disse: "Carol, se tem uma coisa que não falta na sua vida é emoção. Tédio é algo que você não vai conhecer" e essa profecia me acompanha sempre. 

Toda essa história para provar que mesmo se algo trágico, bem horroroso, acontecer com um ex-fumante, isso não significa que ele vai recair. Não. A última coisa que eu precisava nessa confusão toda era de um cigarro, então acredito que passei por uma prova final que me testou ao limite!

Como eu disse logo no comecinho desse post, novidades é o que não faltam nesse intervalo em que fiquei sem passar por aqui, mas estava precisando desabafar essa história do tsunami em algum lugar e aqui estou. O trágico dia em que eu entrei pelo cano, oh céus! Alguém tem boas dicas de reconciliação com os vizinhos para me passar? 

Até a próxima pessoal!

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Aquele grito preso na gartanta... férias!

Cinco letras, uma palavra e o melhor e maior sorriso dos últimos tempos: FÉRIAS!



Ufa, nem acredito! Finalmente! Desde que parei de fumar até agora não tive férias, já repararam?! Foi uma emendada de feriado aqui, outra lá, mas tirar um período maior para o devido e merecido descanso até agora nada. ATÉ AGORA, porque oficialmente estou de férias pessoal! Que alegria!

Faz mais de 01 ano que esse fato lindo aconteceu na minha vida pela última vez, então estou emocionadíssima! Vamos adicionar o fator "parei de fumar" no ano que se passou, então certamente o meu corpo, a minha cabeça e o meu humor precisam urgentemente de descanso.

Isso sem contar que estou há 10 meses reformando um imóvel (essa parte ninguém aqui sabia!). Quem já reformou um comodo da casa que seja sabe o perrengue que é. Eu "derrubei" um apartamento e levantei ele i-n-t-e-i-r-o. Imaginem como eu estou? Não a toa minha safra de cabelos brancos aumentou nesses últimos meses!

Por isso, a ex-fumante-reformadora-de-imóveis-um-ano-e-3-meses-sem-ferias está extremamente feliz em anunciar que o Outlook foi dessincronizado do celular, as viagens diárias São Paulo - São Bernardo foram oficialmente interrompidas, os chinelos colocados nos pés e foi anunciado o período de descanso! Viva!

E tem mais!

Em alguns dias eu viajo para um destino que sempre quis conhecer, mas por um motivo que não sei explicar acabei nunca indo antes. Dessa vez aproveitei a maré de realizações na minha vida para  riscar mais um item da listinha "lugares que sonho em conhecer". Peru, aí vamos nós!

Nesse ritmo de festa eu encerro o post! Ficarei um pouco sumida do blog, mas tentarei mandar sinais via rede social (Já segue o insta do blog? Vai lá, @projetoparardefumar).

Firme, forte e sem o cigarro! Férias, sua linda, chega mais!

Até a próxima pessoal!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Último maço de cigarros - o retorno!

Como eu disse por aqui em um outro post, logo quando parei de fumar eu não tive coragem de jogar o maço de cigarros fora. Por todo esse tempo do meu Projeto Parar de Fumar os cigarros restantes e o isqueiro ficaram dentro de uma gaveta na minha varanda. 

Pode parecer loucura, mas me tranquilizou muito saber que eles estavam ali o tempo todo. Quando tabagista eu tinha verdadeiro pavor de ficar sem cigarros e esse mesmo pânico me veio quando fui jogar tudo fora no meu primeiro dia sem fumar. Resolvi deixa-los guardados, achei melhor assim.

Durante o último ano, enquanto eu lutava contra o vício eu sabia que a fonte de todos os meus problemas - e solução rápida para a fissura - estava há alguns passos de mim na minha própria casa. Admito que foram diversas as vezes que eu abria a gaveta e encarava ele. Não tinha coragem de me aproximar, muito menos de segurar a caixinha. Analisando, hoje acho bastante perigoso esse meu método bizarro. Onde eu estava com a cabeça?!

Enfim, passado o primeiro ano sem fumar, dia desses fui lá na gaveta, encarei o maledeto e pela primeira vez encostei naquilo. O movimento de abrir a caixinha e pegar um cigarro com uma mão só foi bem automático (anos de prática também, né?). Olhei para aquela situação e fiquei a pensar em como que aquilo, que parece inofensivo, pode ser tão devastador para a saúde a para o psicológico de uma pessoa. 

Sessão de fotos: vivendo perigosamente! 

Em nota: eu não sugiro isso que eu fiz para ninguém. Se quiser cada um por sua conta e risco!!                      

Eu não sei se terei coragem de acender um cigarro novamente e pelo menos por essa experiência, onde eu estava com tudo na mão para ir em frente, eu não tive vontade nenhuma de fumar. Eu tenho tanto medo de ter que passar pelo parar de fumar de novo que só de pensar em acender um cigarro eu fico bastante tensa. Por outro lado, não vamos dar sorte ao azar, né? Ficar segurando o cigarro e o isqueiro é muito perigoso para uma recém ex-fumante.

Guardei de volta tudo na gaveta e achei melhor deixar quieto, não vou mais mexer nisso. Até o fim do ano eu me mudo de casa e vai ser na hora da mudança que eu colocarei um ponto final nisso. Ele ficará para trás nessa minha casa, assim como a minha versão tabagista. Só que a história da mudança é assunto para um outro post! 

Até a próxima pessoal!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

História de uma passageira!




Hoje o post não é sobre mim, ou minha luta contra o vício, mas é uma história baseada em fatos reais que envolve o cigarro e eu gostaria de compartilhar com vocês também.

Meu marido e eu temos uma agência de viagens e tem um casal que há bastante tempo viaja com a gente. Os roteiros deles sempre tiveram uma necessidade específica: hospedagem em quartos de hotel para fumante para atender a esposa tabagista.

Acontece que nem sempre é fácil conseguir esse tipo de hospedagem, muitos hotéis hoje vetam o fumo nos quartos e inclusive usam da política "ambiente 100% smoke free" a seu favor para atrair os hóspedes. Com isso, o fumante nem sempre consegue ficar no hotel que foi sua primeira opção, ou de sua preferência, quando o fator decisivo de escolha é "quarto de fumante".

Eu entendo essa passageira, porque eu já fui fumante e eu também sempre pesquisei isso quando ia escolher um hotel para mim. Sei o stress que é ficar hospedada em um local onde é proibido fumar e entendo perfeitamente o quanto isso pode estragar o humor de uma viagem inteira. Só que com a nossa passageira temos um detalhe importante: ela abre mão da viagem, se for preciso, caso não tenha um hotel com quarto de fumantes.

Além disso, mais um detalhe importante: nenhuma viagem que inclua voos muito longos. Para ela seria insuportável ficar tantas horas sem o cigarro, por isso os destinos sempre tiveram que ser de certa forma próximos. Atravessar o Atlântico? Nem pensar! 

Assim foram as viagens deles em todas as temporadas e em todos os destinos, até que um belo dia o marido ligou e anunciou que para a próxima viagem o problema do hotel e do avião estavam resolvidos. A esposa tinha parado de fumar!

Lembro que ficamos bem surpresos com a notícia, foi uma alegria enorme. Eu estava nos meus primeiros meses dessa luta, então não preciso nem dizer o quanto essa notícia me tocou. Mais uma pro mundo dos cheirosos, yeah!

Alguns meses se passaram desde então e no último feriado eles nos enviaram uma série de fotos pelo whatsapp nos atualizando do andamento da viagem deles. Detalhe: em solo Europeu! Não pude deixar de notar a alegria no rosto daquela passageira que agora estava livre para se hospedar onde quisesse e encarar um voo para qualquer lugar que fosse. É o sorriso dos ex-fumantes quando descobrem a liberdade, uma vida completamente nova e muito mais feliz!

Sei que cada caso é um caso e cada um tem suas particularidades e dificuldades. Resolvi compartilhar a história por aqui, quem sabe não incentiva alguém também e/ou alguém não se identifica com ela. Esse relato também mostra claramente que algumas coisas que para nós, quando fumantes, fazem tanto sentido, mas quando paramos ficamos chocados com elas. Abrir mão de um hotel ou voo é bastante impressionante para quem está de fora, mas quando viciados pode ser a coisa mais natural do mundo. Vai entender!

Mais uma história de superação nessa saga da luta contra o vício!

Viva a vida sem fumaça! Viva a liberdade!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Notícias pós 01 ano sem fumar!



A pessoa vai lá, completa 01 ano sem fumar, joga um post no ar e desaparece. Ops! Perdão! Eu voltei! As coisas andam muuuuito corridas aqui pro meu lado, aproveitei os últimos dias para tentar colocar tudo em ordem, por isso o sumiço aqui temporário. Perdão!

Eu fiz o post sobre a sensação do primeiro ano de liberdade, mas não falei como foi exatamente o dia 29 de agosto. Pode parecer bizarro e sem sentido, mas passei aquele dia todo me sentindo a pessoa mais especial do mundo! Sabe quando a gente faz aniversário e embora seja um dia como todos os outros é também um dia completamente especial? Pois então, foi assim e foi lindo!

Recebi várias mensagens carinhosas de todo mundo que acompanha minha saga e todas me emocionaram por demais! Além disso meu marido fez uma linda surpresa, ganhei flores e um vale massagem em um lugar suuuuper bacana aqui em São Paulo que eu sempre fui louca pra conhecer. Depois que eu for lá usufruir meu presente eu faço um post contando tudo!

Apesar de 01 ano nessa luta, eu ainda não fiz uma super divulgação entre meus conhecidos, família e coisa e tal. Pasmem! É engraçado, como uma realidade paralela a qual nem todos tem acesso. Aliás, esse assunto renderia um post a parte, mas deixemos isso para uma próxima oportunidade.

Passado 01 ano de liberdade eu sinto como se tivesse vencido uma enorme e complicada barreira. Sei que a luta contra o vício é para sempre, mas é muito mais tranquilo lutar agora com força e com estabilidade! Continuo impressionada ao ver como a minha vida seguiu sem o cigarro. Eu nunca acreditei que eu poderia ser feliz sem ele e acho que para sempre vou ficar surpresa com essa nova realidade. A vida é sim muito melhor sem fumar! 💗

terça-feira, 29 de agosto de 2017

01 ano sem fumar!

01 ano!! Eu consegui!!! É festa, é festão!!!!

Um ano sem fumar, aqui estamos! Viva!

Ufa. Um ano inteirinho!!!!

O que dizer? Eu confesso que escrevi e reescrevi esse post várias vezes e achei extremamente difícil colocar a emoção desse dia em palavras. Não sei exatamente o que dizer, é muita emoção e alegria!

Eu olho para o 29 de agosto do ano passado e lembro do medo que eu sentia, da angústia, vontade constante de chorar e de todos os temores. Estranho como a dependência química é: o medo das doenças todas e de todo o mal que o cigarro faz nunca me deixou tão apavorada quanto a ideia de me ver sem fumar. Foi assim, nessa espécie de pânico, que foram os meus primeiros dias!

Também me recordo de como foi reaprender a fazer todas as atividades em uma nova condição: sem fumar. Para quem nunca passou por isso pode não fazer sentido, mas para um tabagista todas as atividades do dia são vinculadas ao cigarro. Aí a gente decide acabar com o vício e tem que se acostumar com todas as coisas, só que sem o cigarro. É uma vida nova e bizarramente: tudo igual, mas tudo diferente!

Foi um exercício constante de dizer "não". Não para o cigarro, para as fissuras, para todas as tentações que apareceram no caminho. Foram os "nãos" mais importantes da minha vida e seguirei usando essa pequenina palavra sempre que o risco de recaída tentar me ameaçar.

Agora o melhor de toda essa história, o principal objetivo e que é sim total verdade: A vida que eu ganhei não se compara com a anterior. Foram melhorias em TODOS os aspectos e eu não consigo pensar em uma única coisa que com o cigarro ainda era melhor. A pele melhora, o cabelo, condicionamento físico, humor, agilidade em fazer as coisas, pace da corrida (hehe)... eu que não vou abrir mão disso tudo! Ah, o doce sabor da liberdade!

Foi um ano difícil, intenso, que exigiu bastante da minha força de vontade e eu fico imensamente feliz de ter conseguido chegar até aqui! O dia 29 de agosto será para sempre um grande divisor de águas na minha vida, uma espécie de data de renascimento!

Agradeço imensamente a todos que me ajudaram a percorrer esse caminho! Seja através do blog, pessoalmente, por pensamentos positivos, torcidas... impossível chegar até aqui sem apoio algum, portanto o meu mais sincero: muito obrigada! De coração!

Hoje é dia de comemorar! Seja bem-vinda liberdade!  EU PAREI DE FUMAR e pela primeira vez vou me definir com uma palavra que estava entalada na garganta: eu sou uma EX-FUMANTE!

Vida que segue, vamos que vamos pessoal, agora muito mais livre, saudável e feliz! 

Feliz 01 ano de vida sem fumaça para mim! 🙌

OBS: e para completar a festa, uma grande amiga iniciou hoje a jornada sem fumar. Fiquei extremamente emocionada com a escolha da data! Força! Vai dar tudo certo, confie! O dia 29/08 é nosso! Simbooora!! 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Do tabagismo à meia maratona em 11 meses!

Se há um ano alguém um dia me dissesse que eu correria uma meia maratona um dia eu não acreditaria. Primeiro porque nunca foi algo que na época eu tinha vontade. Segundo, porque como tabagista eu sabia que seria muito difícil conseguir isso. Da mesma forma, há um ano eu não imaginava que estaria livre da dependência pelo cigarro. No último final de semana as duas coisas aconteceram: a ex-fumante correu 21k!

Eu sempre achei meio piegas essa história da pessoa que parou de fumar e virou um super atleta, ou adotou um estilo de vida ultra saudável, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Olhava para esses casos e achava bizarro, afinal de contas não precisa fazer o drama todo, não é porque prejudicou a saúde por muitos anos que agora tem que ser o Mr. Saúde. Sabem aquela história "Dessa água eu não beberei?", pois então... fiz até um drink com ela rsrsrs saúde!

Nunca diga que dessa água não beberei
"Dessa água não beberei" e depois...

Hoje eu sou exatamente essa ex-fumante que faz corridas e tenta se superar cada vez mais! Quando eu fumava eu já fazia corrida de rua, corria a marca dos 10k. Bem sofridos, admito, mas era algo que me deixava bastante feliz e orgulhosa. Eu sentia que teria muita dificuldade em aumentar a distância se continuasse fumante, além de começar a sentir que poderia ser perigoso para minha saúde fazer meu coração trabalhar nesse ritmo.

No ano passado, para piorar ainda mais a situação, eu já estava em um ponto do vício em que até para ir correr eu ia fumando. Acendia o cigarro até o local da prova, guardava tudo no guarda volumes e na volta pra casa fumava de novo e por aí ia. Nos treinos era a mesma coisa, eu literalmente só parava de fumar para correr. Não me orgulho disso, muito pelo contrário, isso me preocupava demais e estava me fazendo muito mal.

Quando parei de fumar a corrida foi uma grande aliada. Sentir a diferença entre correr como fumante e como ex-fumante foi algo de muito impacto para mim. Percebi que sem fumar essa atividade física ficou muito mais prazerosa e comecei a perceber a minha evolução. A corrida me mostrou claramente o quanto o cigarro me prejudicava em inúmeras maneiras e isso me estimulou o tempo todo a seguir em frente na luta contra o vício.

A ideia inicial era correr a São Silvestre para comemorar o fim do vício. Assim o fiz em dezembro do ano passado. Na mesma época percebi que em uma data muito próxima a do meu 1 ano sem fumar teria a Meia Maratona do Rio de Janeiro e pensei comigo "Por que não?". Na loucura me inscrevi e ao mesmo tempo que fiquei com medo do que me aguardava, senti a pressão do compromisso que tinha assumido e me entreguei aos treinos de um modo que nunca fiz antes.

Cada treino, cada melhoria no tempo, cada medalha, da corrida que fosse, foram nesse período como um abraço de recompensa pela minha luta pessoal. Nunca soube se esse tempo todo eu corrida de algo (medo de recaída!) ou em direção a alguma coisa (recordes!), acredito que um pouco dos dois. Assim o tempo foi passando. Compartilhei uma boa parte das corridas aqui no blog, quem acompanha deve ter visto.

Eis que o dia da meia maratona chegou. Foi anunciada a largada e lá fui eu pelo Rio de Janeiro a fora conquistar a minha primeira meia maratona. Pela primeira vez corri sem música, dessa vez fui eu e meus pensamentos e acho que de agora em diante correrei assim. Até nisso eu mudei ao longo desse ano. Curti cada segundo desse longo percurso: a torcida, a paisagem, todos os passos dessa conquista.

Na metade do caminho vi Cristo de braços abertos e não pude conter a emoção. Ele estava lá abençoando essa reta final da minha luta contra a dependência química. Cruzei a linha de chegada e fui tomada por uma alegria nunca antes sentida. Sensação de dever cumprido em todos os aspectos. Eu parei de fumar e me tornei meia maratonista!

Continuarei os meus treinos e pretendo correr mais algumas meia maratonas, adorei essa distância. Muitos amigos insistem para eu partir para o projeto Maratona... eu não sei se tenho coragem, mas aprendi a nunca mais dizer que dessa água não beberei! Vou deixar meu coração decidir o caminho que devo seguir. Uma coisa é certa: lembrarei para sempre toda a ajuda que esse esporte me deu na luta contra o vício, eu devo muito a ele por isso! Viva a corrida de rua!

Meia maratona entregue!

Eu só tenho a agradecer!


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